ENTREVISTA-Craig diz que Bond não é um "fardo" no momento

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008 17:38 BRST
 

Por Mike Collett-White e Michael Davidson

IVER HEATH, Inglaterra (Reuters) - Daniel Craig está de volta como James Bond em "Quantum of Solace", 22o. filme da série do agente 007, com lançamento previsto para novembro.

A Columbia Pictures convidou nesta semana a imprensa internacional ao estúdio Pinewood, nos arredores de Londres, para divulgar o título do filme e alguns detalhes da trama.

Craig, de 39 anos, foi considerado responsável por ressuscitar a série, e "Casino Royale", sua estréia no papel, em 2006, arrecadou impressionantes 594 milhões de dólares nas bilheterias de todo o mundo, segundo o site www.boxofficemojo.com. Pergunta -- Você estava preocupado com as críticas que recebeu quando foi escolhido pela primeira vez para ser o novo Bond?

Resposta -- Dei um ponto final nisso seis semanas depois de iniciadas as filmagens do último filme. Eu precisava fazer isso, do contrário não conseguiria continuar. Eu teria levado isso para o lado pessoal e desistido. A crítica veio, entendo por que a crítica estava lá, e tinha de seguir adiante com ela. A partir daí, fiquei em paz com isso.

P -- Como difere o Bond de "Quantum of Solace" do de "Casino Royale?"

R -- Para mim, ele está mais no controle, mas não necessariamente todos pensam que ele está no controle.

P -- E o título ("parcela de consolo," em tradução livre)? Não é exatamente fluente?

R -- Poderíamos ter buscado um título mais incisivo, mas isso meio que sugere que estamos inseguros sobre o que estamos tentando dizer. A frase é de Ian Flemming. Vem da idéia de que, numa relação, se você não tem uma parcela de consolo nessa relação, então desista. Quando Bond é deixado no final do último filme, seu coração foi machucado e ele não tem essa parcela de consolo, não tem aquela... conclusão do que aconteceu na sua vida e que ele precisa encontrar. O que é ótimo nisso é que se aplica também a algo muito importante na trama.   Continuação...