Monty Python não seria admitido na TV hoje, diz Terry Jones

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008 13:13 BRST
 

Por Henrique Almeida

LISBOA (Reuters) - Terry Jones diz que o humor feito pelo Monty Python's Flying Circus era apenas um subproduto do verdadeiro objetivo do grupo: a subversão.

O roteirista, diretor e ator de 64 anos disse à Reuters em Lisboa, antes da estréia mundial de seu novo musical, "Evil Machines", que ainda está surpreso com a popularidade da série de shows de TV e filmes do Monty Python.

"Acho que uma razão disso é que nós, com o Python, escrevíamos apenas para nós seis mesmos", disse ele. "Nossa mensagem era: não acredite em nada que as pessoas dizem."

Jones, que co-escreveu e atuou no seriado de TV britânico no final dos anos 1960 e início dos 1970 ao lado de Michael Palin, Terry Gilliam, John Cleese, Graham Chapman e Eric Idle, disse que o humor absurdo do grupo jamais seria tolerado pelos programadores de televisão de hoje.

"Seria impossível fazer aquilo hoje. É preciso realmente satisfazer as necessidades das emissoras hoje, e elas fazem pesquisas com o público antes de encomendar programas", explicou.

Jones, cujos muitos personagens malucos incluem os que representou em "A Vida de Brian" e "O Sentido da Vida", disse que não se enxerga como comediante e que odiaria fazer humor.

"Não sou tão engraçado assim. Mas gosto de rir."

O nome original do grupo, "Bun, Whackett, Buzzard, Stubble and Boot", foi rejeitado pela BBC, que pediu a Jones e seus amigos que criassem um nome que fosse mais fácil de ser lembrado pelos espectadores.   Continuação...