Futuro dos "hotéis palácios" é incerto na França

terça-feira, 23 de outubro de 2007 11:11 BRST
 

PARIS (Reuters) - Os hotéis de luxo franceses conhecidos como "palácios" vão enfrentar um futuro incerto: o governo anunciou planos de se adequar à prática internacional e criar uma categoria de hotéis de primeira linha "cinco estrelas".

A classificação oficial dos hotéis franceses hoje termina no "quatro estrelas de luxo", mas Paris tem meia dúzia de hotéis que oferecem apartamentos com diárias superiores a 600 euros e que se autodescrevem como "palácios".

Nem mesmo os próprios hotéis chegam a um acordo sobre quais deles têm direito a reivindicar essa descrição.

Agora o governo quer reformar o sistema, adotando padrões e rótulos comuns para cada nível de acomodação, abrangendo desde pousadas até hotéis com suítes presidenciais.

"Esperamos agir com a máxima presteza, possivelmente até o final de 2008", disse uma porta-voz do ministro do Turismo, Luc Chatel, que anunciou os planos de reforma na noite de domingo.

"Se quisermos ser mais bem compreendidos na Europa e internacionalmente, teremos que nos alinhar com o que é feito em outros países", disse uma representante do conselho nacional de turismo da França.

A iniciativa foi saudada pelo maior grupo de hotéis da França, o Accor, cujos hotéis de luxo Sofitel não se enquadram na categoria dos "palácios".

Todos os seis "palácios" parisienses tradicionais pertencem a grupos estrangeiros. Um sétimo "palácio", o Le Fouquet's Barriere, foi aberto em novembro. O Le Fouquet é controlado pelo grupo de cassinos Lucien Barriere, que pertence em parte ao Accor.

O hotel George V, que integra a cadeia Four Seasons, adquirida recentemente por Bill Gates, fundador da Microsoft, e o príncipe saudita Alwaleed bin Talal, não pôde ser contatado para comentar o futuro da classificação "palácio".