13 de Dezembro de 2007 / às 20:28 / em 10 anos

Diana se dirigiu ao príncipe Philip como "querido pai" em carta

Por Paul Majendie

LONDRES (Reuters) - A princesa Diana agradeceu a seu sogro, príncipe Philip, por tentar salvar seu casamento problemático e elogiou sua habilidade como conselheiro matrimonial, ouviu na quinta-feira o inquérito que apura as causas da morte dela.

Cartas entre Diana e Philip, editadas para retirar detalhes pessoais, foram apresentadas ao júri do inquérito que investiga a morte de Diana e seu namorado Dodi al Fayed num acidente automobilístico em Paris em agosto de 1997.

O pai de Dodi, Mohamed al Fayed, proprietário da loja de luxo londrina Harrods, diz que Diana e seu filho foram mortos pelos serviços de segurança britânicos a mando de Philip, marido da rainha Elizabeth e pai do ex-marido de Diana, o príncipe Charles.

As cartas endereçadas a “querido pai” foram apresentadas ao tribunal pelo brigadeiro Miles Hunt-Davis, secretário particular de Philip. Ele disse que não há nada na correspondência trocada em 1992 que deponha contra Diana ou Philip. Diana e o príncipe Charles se divorciaram em 1996.

O inquérito ouviu que, segundo relatos publicados pela mídia, Philip teria escrito a Diana cartas “desagradáveis e insultuosas”. Mas os trechos lidos no tribunal pintaram um retrato muito diferente.

Em uma carta datilografada, Philip escreveu: “Se eu for chamado, sempre farei tudo o que estiver a meu alcance para ajudar você e Charles, mas reconheço que não tenho talento como conselheiro conjugal.”

Em sua resposta manuscrita, Diana disse: “Querido pai, fiquei especialmente comovida com sua carta mais recente, que me provou, caso eu já não o soubesse, que o senhor realmente se preocupa conosco. O senhor é muito modesto quanto a suas habilidades como conselheiro conjugal. Eu discordo.”

Fayed alega que a morte de Diana e Dodi foi ordenada porque a família real não queria que a mãe do futuro rei tivesse um filho de Dodi. Ele diz que o corpo de Diana foi embalsamado para encobrir a evidência de que ela estaria grávida.

Rosa Monkton, uma das confidentes mais íntimas de Diana, disse ao tribunal que ela e seu marido, o jornalista Dominic Lawson, ajudaram Diana a redigir as respostas ao sogro dela.

Monkton, que tirou férias com Diana num iate na Grécia duas semanas antes da morte da princesa, ironizou a idéia de que Diana pudesse estar grávida.

“Ela não poderia estar grávida, de maneira alguma. Ela ficou menstruada enquanto estávamos no iate, e isso foi apenas 10 dias antes de sua morte.”

Monkton opinou que Diana ainda estava apaixonada por seu namorado anterior, o cirurgião cardíaco Hasnat Khan, que acabara de romper com ela.

“Ficou claro para mim que ela estava realmente sentindo saudades de Hasnat, e acho que Dodi era, para ela, uma maneira de esquecer a dor do fim daquele relacionamento.”

Monkton descreveu como “fantasia total” as alegações feitas por Mohamed al Fayed de que ela teria conhecido Diana com a única intenção de poder repassar informações aos serviços secretos britânicos.

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