12 de Novembro de 2007 / às 11:50 / em 10 anos

Sex Pistols são ovacionados em show lotado de reencontro

<p>Membros do conjunto de rock Sex Pistols se apresentam no Roxy Bar, em Los Angeles. Os Sex Pistols cantaram, gritaram e rosnaram seus maiores sucessos na noite de quinta-feira, no in&iacute;cio de sua breve turn&ecirc; de reencontro, e as primeiras cr&iacute;ticas elogiaram os m&uacute;sicos cinquent&otilde;es por terem conservado sua sujeira e f&uacute;ria. Photo by Mario Anzuoni</p>

Por Mike Collett-White

LONDRES (Reuters) - Os Sex Pistols cantaram, gritaram e rosnaram seus maiores sucessos na noite de quinta-feira, no início de sua breve turnê de reencontro, e as primeiras críticas elogiaram os músicos cinquentões por terem conservado sua sujeira e fúria.

“Meio século de juventude!”, gritou o vocalista John Lydon, em tom de desafio, aos milhares de fãs que lotaram a Brixton Academy, na zona sul de Londres.

Ostentando o cabelo arrepiado cor-de-laranja que é sua marca registrada, o cantor mais conhecido como Johnny Rotten não perdeu tempo para zombar dos padrões britânicos.

Ele usava uma roupa de caçador camponês que lhe causou vários problemas quando as calças deslizavam para baixo, e os alto-falantes tocaram a canção patriótica da época da guerra “There’ll Always Be An England” antes do show começar.

Os quatro pioneiros do punk começaram o show com “Pretty Vacant” e apresentaram a maioria de suas canções mais conhecidas num show que durou pouco mais de uma hora. Como se poderia prever, foram “God Save The Queen” e “Anarchy In The U.K.” que puseram a multidão de pé.

A multidão que lotou o recinto reuniu contemporâneos dos Sex Pistols, em sua maioria homens com início de calvície, e ouvintes mais jovens, interessados em saber a razão da comoção toda.

“Há alguém com menos de 40 anos aqui?”, brincou Lydon.

Quando os Sex Pistols irromperam no cenário musical, no final dos anos 1970, causaram sensação, e seu álbum “Never Mind the Bollocks ... Here’s the Sex Pistols”, lançado 30 anos atrás, é visto como um dos mais influentes da história do rock‘n‘roll.

As primeiras críticas do show publicadas nos jornais da sexta-feira foram positivas.

O The Guardian descreveu o show como “imensamente divertido”, e o crítico do The Independent concluiu: “As letras inquietas e acusatórias de suas canções ainda se fizeram ouvir, e sua fúria antiga queimou forte.”

Lydon, de 51 anos, cantou ao lado do guitarrista Steve Jones, 52 anos, do baixista Glen Matlock e do baterista Paul Cook, ambos com 51.

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