Carla Bruni desculpa-se por acusação contra revista

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008 11:39 BRST
 

PARIS (Reuters) - Carla Bruni, a nova mulher do presidente da França, Nicolas Sarkozy, desculpou-se na quarta-feira por ter comparado os métodos utilizados por uma revista francesa àqueles usados pelos colaboradores dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Em sua primeira entrevista desde que se casou com Sarkozy, no começo deste mês, Bruni criticou o site da revista esquerdista Nouvel Observateur. O site tinha sugerido que Sarkozy desejava voltar para a mulher com quem tinha sido casado até pouco tempo atrás.

"Isso é o tipo de site que, se tivesse existido durante a guerra, teria denunciado judeus", afirmou Bruni em uma entrevista concedida à edição de terça-feira da revista L'Express.

Segundo o Nouvel Observateur, as declarações da ex-modelo eram "bastante singulares e patéticas". Bruni tentou imediatamente colocar panos quentes na polêmica.

"Se ofendi alguém, gostaria de dizer que lamento terrivelmente", afirmou em um comunicado divulgado em uma página do site do L'Express -- here

"Eu quis apenas deixar claro o quão negativamente interpreto esses ataques pessoais, que degradam os meios de comunicação", acrescentou.

Na semana passada, o Nouvel Observateur disse que Sarkozy havia enviado uma mensagem de texto a sua ex-mulher Cecilia, oito dias antes do casamento com Bruni, prometendo "desistir de tudo" se ela voltasse aos braços dele.

O presidente negou que tenha feito isso e adotou uma medida sem precedentes para um dirigente francês. Deu início a um processo judicial sob a acusação de falsificação e utilização de material forjado -- acusações criminais que podem resultar em penas de prisão para os editores da revista caso a Justiça as acate.

O Nouvel Observateur defendeu a veracidade da história, mantendo o impasse com Sarkozy, episódio esse que chama atenção para as relações cada vez mais problemáticas do presidente com a mídia francesa.   Continuação...

 
<p>Carla Bruni, a nova mulher do presidente da Fran&ccedil;a, Nicolas Sarkozy, desculpou-se na quarta-feira por ter comparado os m&eacute;todos utilizados por uma revista francesa &agrave;queles usados pelos colaboradores dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Foto no Cairo, 30 de dezembro. Photo by Nasser Nuri</p>