No Carnaval de Veneza, os ricos se divertem mais

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008 17:48 BRST
 

Por Mathias Wildt

VENEZA (Reuters) - O chefe de Estado de um país do Golfo fantasiou-se de cardeal católico no Carnaval de Veneza no fim de semana, escondendo sua identidade por trás de uma máscara.

Ele foi um dos 400 convidados do Ballo del Doge, a festa mais exclusiva do Carnaval de Veneza, onde há séculos chefes de Estado e cidadãos comuns se misturam, todos fantasiados.

"Ele é um sultão. Isso, sim, é transgressão", comentou Antonia Sautter, 50 anos, criadora de fantasias venezianas que lançou o Ballo del Doge 15 anos atrás.

"Escondido por trás da máscara e da fantasia, você pode soltar aquela voz interior que quer quebrar todas as regras."

A festa extravagante de Sautter é uma entre várias promovidas durante os 12 dias do Carnaval de Veneza que procuram recriar a opulência do século 18, uma época decadente na qual a elite de Veneza gastava fortunas com festas e jogos de azar, deixando seu império militar e comercial às moscas, até Napoleão conquistar a cidade, em 1797.

Os bailes de máscaras que varam a noite e acontecem em hotéis de luxo e palácios particulares às margens do Grand Canal custam mais de 400 euros (595 dólares) por pessoa e prometem toda espécie de liberdades.

O baile Casanova, que ganhou o nome em homenagem ao célebre playboy veneziano, convida as pessoas a "esquecer o cotidiano e deixar vir à tona os anseios secretos de seu coração".

Outra festa é promovida como um evento em que "quase tudo é permitido", trazendo à tona imagens do baile de máscaras visto em "De Olhos Bem Fechados", de Stanley Kubrick.   Continuação...