31 de Janeiro de 2008 / às 11:39 / 10 anos atrás

Novo guia climático alerta sobre aquecimento global

Por Jeremy Lovell

LONDRES (Reuters) - A coleção de livros “Rough Guide” sempre ofereceu a viajantes com pouco dinheiro informações detalhadas sobre os costumes e a cultura dos países que visitam.

Um novo lançamento da série, no entanto, traça um panorama amplo sobre os problemas climáticos que ameaçam todo o planeta.

“O livro foi criado para servir como um guia geral com informações sobre as mudanças climáticas”, disse Robert Henson, jornalista especializado em questões climáticas e autor do “The Rough Guide to Climate Change”. “Ele deve ser usado como algo em que o leitor mergulha em busca de informações.”

“O livro não se dirige aos inteirados no assunto, que já conhecem os detalhes sobre o que está acontecendo. E não se dirige aos que estão convencidos de que não há um problema. O livro dirige-se ao leitor comum”, disse, por telefone, de Denver.

Segundo os cientistas, as temperaturas médias da Terra devem subir entre 1,8 grau e 4 graus Celsius neste século, devido principalmente à queima de combustíveis fósseis nos setores de energia e de transporte.

Os especialistas alertam que as calotas polares derreterão, que o nível dos mares subirá, que fenômenos climáticos violentos se tornarão mais frequentes e mais fortes e que a vida de milhões de pessoas estará em perigo.

“Esse é um problema de proporções gigantescas que requer uma resposta de proporções gigantescas da parte dos governos, empresas e indivíduos”, afirmou Henson.

A segunda edição do livro, publicada nesta semana, inclui os detalhes de pesquisas divulgadas no ano passado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, e surge no momento em que os países mais poluentes do mundo reúnem-se no Havaí para discutir o que fazer.

O guia de 374 páginas descreve o problema, analisa suas causas e consequências, apresenta os argumentos pró e contra, além de oferecer algumas soluções técnicas.

Ciente de que a larga escala da crise climática pode levar as pessoas a acreditar que são impotentes como indivíduos e que, pelo fato de o problema ser supostamente inevitável, não há motivo para agir, Henson também apresenta ações que estão ao alcance de todos.

Dentre as sugestões, está comprar menos água engarrafada -- 150 bilhões de litros de água engarrafada são vendidos todos os anos e parte dessa carga percorre longas distâncias --, comer menos carne, porque 18 por cento dos gases do efeito estufa vêm da atividade pecuária, e optar por lâmpadas que consomem menos energia. Viajar menos de avião e permanecer mais tempo nos locais que se visita, não deixar os aparelhos elétricos no modo “stand by” e não acelerar demais quando ao volante de um carro também são propostas incluídas na lista elaborada por Henson.

“Isso é um exemplo clássico de uma questão na qual dificilmente haverá um resultado imediato. Em alguns casos, as ações realizadas agora só produzirão efeitos dentro de décadas”, afirmou.

“A conclusão disso é que temos de nos satisfazer com o que é possível e fazer as coisas que, segundo sabemos, ajudarão no longo prazo, mas que oferecem pouca recompensa imediata”.

“Um exemplo é o uso de lâmpadas mais econômicas. Isso ajuda no longo prazo, é um símbolo visível de que estamos fazendo alguma coisa e diminui os gastos mensais com o consumo de eletricidade”, acrescentou.

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