Príncipe Harry escapa de acusação por atirar em aves raras

terça-feira, 6 de novembro de 2007 13:55 BRST
 

LONDRES (Reuters) - O príncipe Harry, neto da rainha Elizabeth, não enfrentará acusações criminais por ter atirado em duas aves de rapina raras em uma das propriedades rurais da rainha, disseram promotores na terça-feira.

Harry foi interrogado pela polícia durante a investigação sobre um incidente em que duas fêmeas de tartaranhão-azulado ("Circus cyaneus"), uma espécie de gavião que é protegida, foram abatidas na propriedade Sandringham em Norfolk, leste da Inglaterra, no mês passado.

Um representante de seu pai, o príncipe herdeiro Charles, disse que Harry e um amigo dele estavam na área no momento dos disparos, mas não tiveram participação no incidente.

"Não foram encontrados os corpos das aves e não existem evidências balísticas ou forenses", disse a promotoria da coroa em comunicado à imprensa.

De acordo com a Sociedade Real de Proteção das Aves, essa ave é uma das aves de rapina mais perseguidas na Grã-Bretanha porque ameaça o número de tetrazes disponíveis para serem caçadas.

A temporada de caça às tetrazes tradicionalmente começa em agosto e termina em dezembro.

O príncipe Harry, 23 anos, é o terceiro na linha de sucessão ao trono britânico e já se envolveu em várias polêmicas, tendo ganhado fama de rebelde por ter fumado maconha e bebido álcool quando era menor de idade.

No ano passado ele se formou oficial do exército na academia militar de elite Sandhurst.