Líder do Clash, Joe Strummer é tema de novo documentário

sábado, 3 de novembro de 2007 18:02 BRST
 

Por Dean Goodman

LOS ANGELES (Reuters) - Há trinta anos, o documentarista iniciante Julien Temple recebeu um ultimato do Clash, uma das duas bandas punks de Londres que ele estava acompanhando.

"Você tem de escolher. Não pode ter tanta cobiça, cara. Você tem de escolher entre a gente e eles", disseram os membros do Clash a Temple.

Então, ele escolheu "eles" -- os Sex Pistols. E acabou realizando dois filmes: "The Great Rock 'N' Roll Swindle" e "O Lixo e a Fúria". Temple também realizou videoclipes para artistas como Rolling Stones e David Bowie.

O Clash também se deu bem, tornando-se um mito do rock com sua mistura de letras políticas e estilos musicais com raízes no reggae e rockabilly. Seu terceiro álbum, "London Calling", foi considerado o melhor disco dos anos 1980 pela revista Rolling Stone, mesmo tendo sido lançado em 1979.

Temple às vezes trombava com o líder do Clash, Joe Strummer, mas não eram amigos próximos. Isso mudou há cerca de uma década, quando Strummer comprou uma casa de campo em Somerset, Inglaterra. A amizade dos sobreviventes do punk foi estimulada por terem em comum um idealismo de esquerda e origens de classe média.

Foram bons tempos, que terminaram em 22 de dezembro de 2002, quando Strummer morreu de um problema de coração que ele desconhecia, enquanto lia o jornal sentado no sofá. Ele tinha 50 anos. Temple, agora com 53 anos, foi uma das pessoas que carregou o caixão do amigo no funeral.

Agora, ele presta homenagem a Strummer no documentário "Joe Strummer: The Future is Unwritten" (Joe Strummer: o futuro não está escrito), que estréia em Nova York e Los Angeles na sexta-feira. O filme já estreou em boa parte da Europa.

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