Fayed diz que realeza britânica queria "livrar-se" de Diana

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008 12:15 BRT
 

Por Paul Majendie

LONDRES (Reuters) - O empresário milionário Mohamed al Fayed acusou nesta segunda-feira a família real britânica de desejar "livrar-se" da princesa Diana, que morreu junto com o filho dele em uma batida de carro ocorrida em 1997.

Testemunhando em meio a um inquérito que investiga a morte de Dodi al Fayed e de Diana, o proprietário da loja de departamentos Harrods lançou acusações contra o príncipe Charles, ex-marido da princesa, e contra o príncipe Philip, ex-sogro dela e marido da rainha Elizabeth 2a.

"Ela (a princesa Diana) falou comigo pessoalmente a respeito de seus temores, tanto antes quanto durante as férias que os dois passaram juntos em julho de 1997", afirmou Fayed em uma declaração escrita enviada à corte encarregada da investigação. "Ela me disse que sabia que Philip e o príncipe Charles desejavam livrar-se dela."

Diana, de 36 anos, Dodi, de 42, e o motorista Henri Paul, um funcionário de Fayed, morreram quando a limusine Mercedes no qual estavam bateu dentro de um túnel de Paris, em agosto de 1997. A colisão aconteceu enquanto o carro tentava escapar de paparazzi que os perseguiam após terem saído do Hotel Ritz.

Pela lei britânica, um inquérito deve ser realizado para determinar a causa da morte de alguém quando essa morte não é natural.

Investigações realizadas pela polícia da Grã-Bretanha e da França concluíram que a batida não passou de um trágico acidente provocado pelo excesso de velocidade e pelo fato de o motorista estar alcoolizado. As duas investigações rejeitaram as teorias conspiratórias de Fayed.

Mas o empresário, em seu comunicado, voltou a dizer que os serviços de segurança da França e da Grã-Bretanha eram cúmplices nos esforços para matar o casal e depois esconder esse fato.

"Os serviços franceses de inteligência ajudaram os britânicos a livrarem-se da culpa pelo assassinato", afirmou. "A princesa Diana disse-me ter provas de que sua vida corria perigo."   Continuação...