February 16, 2008 / 7:25 PM / 9 years ago

Danielle Steel entende a dor da família de Britney Spears

3 Min, DE LEITURA

Por Michelle Nichols

NOVA YORK (Reuters) - A escritora Danielle Steel, que viveu a dor de ter um filho mentalmente doente que cometeu suicídio, exortou os pais da popstar Britney Spears a continuar lutando para que sua filha receba tratamento psiquiátrico.

Steel conhece a dificuldade de cuidar de um filho mentalmente doente. Seu filho Nick Traina recebeu aos 16 anos o diagnóstico de desordem bipolar e, contou a autora, mergulhou numa depressão que o levou a cometer suicídio aos 19 anos, dez anos atrás.

"No caso dos pais de Britney Spears, é preciso que sejam muito amorosos, muito decididos e extremamente persistentes. Cada vez que se sofre uma derrota, é preciso dar a volta por cima e voltar a atacar o problema", disse Steel à Reuters em entrevista.

A escritora, que tem sete filhos biológicos e dois enteados, disse que seu filho deu sinais de doença mental desde pequeno, mas foram precisos anos consultando médicos diferentes até ele ser diagnosticado.

Falando no aniversário da criação da Fundação Nick Traina, que financia grupos que trabalham diretamente com jovens com problemas mentais, Steel disse que o problema de Spears "ilustra o drama e o dilema das famílias de pessoas que têm doenças mentais neste país. É uma coisa dificílima."

"Sinto muita pena dela", disse Steel, que já vendeu mais de 560 milhões de cópias de seus livros em todo o mundo. "Se ela for bipolar, pode recuperar-se com o tratamento e a medicação corretos."

Britney Spears foi hospitalizada em Los Angeles em janeiro para ser submetida a avaliação psiquiátrica. Mas foi autorizada a sair após seis dias, levando seus pais, Jamie e Lynn, a divulgar um comunicado dizendo que ficaram "extremamente decepcionados."

Eles disseram que sua filha "está passando por uma crise de saúde mental" e que acreditam que "sua vida está em risco."

Steel concorda. "Quando as pessoas não são medicadas, o resultado pode ser letal", disse ela, acrescentando que não sabia disso quando cuidou de seu próprio filho.

A escritora, que vai lançar em 26 de fevereiro seu 72a romance, acha que as leis precisam ser mudadas para permitir que doentes mentais sejam internados contra sua vontade.

"Os bipolares podem apresentar-se perfeitamente bem num tribunal, e, três horas mais tarde, estarem completamente alterados e abalados na rua em algum outro lugar."

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