23 de Outubro de 2007 / às 03:27 / 10 anos atrás

Brasil cai nove posições em ranking de liberdade de imprensa

Por Jon Boyle

PARIS (Reuters) - A liberdade de imprensa se deteriorou na Eritréia, no Peru e no México, mas a situação melhorou nos países mais desenvolvidos, afirmou o relatório anual da entidade Repórteres sem Fronteiras (RSF) nesta terça-feira. O Brasil está entre as nações em que a situação piorou.

No ranking de 2006, o Brasil estava em 75o lugar entre 168 países. Em 2007, o país caiu para a 84a posição, entre 169 nações.

A organização, com sede em Paris, disse que a Rússia foi o único país do Grupo dos Oito que não conseguiu recuperar o terreno perdido no ranking anual de liberdade de imprensa.

“No geral, temos motivos para ficar otimistas”, disse Jean-François Julliard, chefe de pesquisa da RSF.

“Os piores países não estão melhorando nada ... Nos 20 países que estão nos últimos lugares do ranking, que são basicamente os mesmos todo ano, nada mudou, seja na Eritréia, na Coréia do Norte, em Mianmar, no Vietnã, em Cuba ou países como esses. Isso nos preocupa.”

A Coréia do Norte foi a lanterninha em 2006, mas, este ano, foi a Eritréia, na África, que ficou em último lugar.

“Sabemos que quatro jornalistas morreram na prisão e temos motivos para acreditar que outros terão o mesmo destino”, afirma o RSF em nota divulgada junto da lista.

O México continuou sendo o país mais perigoso para a imprensa nas Américas, com oito jornalistas mortos nos 12 meses a partir de setembro de 2006. Quase cem jornalistas sofreram agressões físicas no Peru.

A RSF ressaltou, porém, um fato positivo inédito: nenhum jornalista foi morto na Colômbia durante os 12 meses incluídos no relatório.

A Rússia ficou em 144o lugar na lista. A RSF lembrou que os assassinos de Anna Politkovskaya --jornalista que criticava o Kremlin-- não foram punidos, e que o país não tem diversidade na imprensa radiofônica e televisada.

Do lado positivo, Julliard afirmou que foram registradas menos violações da liberdade de imprensa nos EUA, embora a continuidade da prisão de um cinegrafista da Al Jazeera em Guantánamo tenha mantido o país apenas no 48o lugar.

A França ficou em 31o lugar, com preocupações com a censura e a confidencialidade das fontes dos jornalistas. A Itália parou de cair no ranking e ficou em 35o lugar, sendo que a máfia continua sendo um senão. O Japão, em 37o, registrou menos ataques de jornalistas por nacionalistas.

Islândia e Noruega lideraram o ranking, que teve europeus nos 14 primeiros lugares.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below