"Desejo e Reparação" lidera indicações a prêmio britânico

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008 12:11 BRST
 

Por Paul Majendie

LONDRES (Reuters) - O romance "Desejo e Reparação" dominou as indicações feitas para a premiação anual de cinema Bafta, anunciadas na quarta-feira.

O épico da 2a Guerra Mundial sobre dois amantes separados por uma traição familiar foi indicado em 14 categorias do Bafta, prêmio da Academia Britânica de Cinema. Seus protagonistas, Keira Knightley e James McAvoy, foram indicados aos prêmios principais de atuação.

"Desejo e Reparação" também é candidato a melhor filme, mas pode enfrentar concorrência acirrada nessa categoria por parte de "O Gângster", de Ridley Scott, do thriller policial "Onde os Fracos Não Têm Vez", "Sangue Negro" e "A Vida dos Outros".

Na categoria melhor ator, McAvoy terá a concorrência forte de Daniel Day-Lewis, que representa um explorador petrolífero que enriquece tremendamente em "Sangue Negro".

Também foram indicados para melhor ator o galã de Hollywood George Clooney ("Conduta de Risco"), Viggo Mortensen ("Senhores do Crime") e Ulrich Muhe ("A Vida dos Outros").

Keira Knightley enfrentará uma disputa igualmente árdua pelo troféu de melhor atriz.

Ela vai concorrer com Cate Blanchett por "Elizabeth -- A Era de Ouro", a veterana Julie Christie pelo papel de doente de Alzheimer em "Longe Dela", Marion Cotillard pelo retrato comovente da cantora Edith Piaf em "Piaf -- Um Hino ao Amor" e Ellen Page por "Juno".

Em meio aos temores de que a greve dos roteiristas possa prejudicar a cerimônia do Oscar este ano, a cerimônia de entrega do Bafta, evento de tapete vermelho que terá lugar em 10 de fevereiro no Royal Opera House de Londres, pode atrair muito glamour hollywoodiano.

Em função da greve dos roteiristas, a entrega do Globo de Ouro, no último fim de semana, foi destituída de todo o glamour habitual, tendo sido um grande fracasso de audiência na TV.

Indagada se o Bafta pode acabar sendo a maior cerimônia de premiações do cinema deste ano, em função da situação, a presidente da Academia Britânica de Cinema, Hilary Bevan Jones, respondeu: "Eu odiaria pensar que fôssemos nos beneficiar do infortúnio de outros."