December 14, 2007 / 5:50 PM / 10 years ago

Travolta deixou ego masculino de lado para fazer "Hairspray"

3 Min, DE LEITURA

<p>Foto de divulga&ccedil;&atilde;o dos atores John Travolta (esquerda) e Nikki Blonsky em 'Hairspray'. Ele j&aacute; representou matadores frios, protagonistas sensuais e her&oacute;is militares, mas John Travolta acha que o melhor papel que j&aacute; fez at&eacute; hoje talvez seja o da mulher que ele representa no musical 'Hairspray -- Em Busca da Fama'. Photo by Reuters (Handout)</p>

Por Bob Tourtellotte

LOS ANGELES (Reuters) - Ele já representou matadores frios, protagonistas sensuais e heróis militares, mas John Travolta acha que o melhor papel que já fez até hoje talvez seja o da mulher que ele representa no musical "Hairspray -- Em Busca da Fama".

Na quinta-feira ele recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante num musical ou comédia, pelo papel da mãe gordinha mas sempre bem-humorada, Edna Turnblad, de uma filha também gordinha mas muito bem-humorada, Tracy Turnblad.

"Foi preciso um esforço para abrir mão do meu ego masculino", disse o ator em entrevista. "Mas acabei pensando: 'Sabe, John, representar é o que você faz melhor. Você precisa confiar em seu papel de ator e não deixar essa coisa de ego masculino lhe atrapalhar"'.

"Hairspray" conta a história da gorducha Tracy, que sonha em dançar num programa de TV dos anos 1960 mas enfrenta discriminação por ser gordinha e racismo contra seus amigos. Edna a ajuda a superar as duas coisas.

"Amo filmes divertidos e que também têm algo a dizer", disse Travolta.

Os produtores Craig Zadan e Neil Meron passaram 14 meses convencendo Travolta a usar vestidos e enchimento falso para cantar e dançar no papel de Edna. Acabaram por convencê-lo com o desafio de entrar em contato com seu lado feminino.

"Eles me prometeram que, se eu mergulhasse no papel, valeria a pena", afirmou Travolta. "Acreditei e me arrisquei."

O papel de Edna é muito distante dos papéis de homens durões que Travolta já fez, como o de Danny Zuko em "Grease -- Nos Tempos da Brilhantina", Tony Manero em "Os Embalos de Sábado à Noite" e Bud em "Caubói do Asfalto", e mais distante ainda do papel do matador Vincent Vega em "Pulp Fiction -- Tempo de Violência".

Mas, a julgar pelos quase 200 milhões de dólares de bilheteria mundial já acumulados por "Hairspray", as críticas de modo geral positivas e, agora, as indicações para prêmios, o risco que Travolta assumiu parece ter tido bons resultados.

O filme também recebeu indicações aos Globos de Ouro de melhor musical e melhor atriz num musical ou comédia (para Nikki Blonsky, pelo papel de Tracy Turnblad).

Quando "Hairspray" chegou aos cinemas, alguns fãs de Travolta acharam inimaginável ver o belo ator, agora com 53 anos, no papel de mulher. Mas ele acha que a maioria das pessoas superou a estranheza depois de ver o filme.

O ator mencionou um homem mais velho que disse a ele que a compaixão e o calor humano de Edna o conquistaram.

"Pensei: 'Houve uma transição, e essa foi uma pessoa que a entendeu"', disse Travolta.

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