21 de Agosto de 2008 / às 20:47 / em 9 anos

Miyazaki seduz público japonês com nova animação sobre sereia

Por Naoto Okamura

TÓQUIO (Reuters) - O diretor japonês Hayao Miyazaki, responsável pelo desenho animado premiado com o Oscar “A Viagem de Chihiro”, capturou os corações dos cinéfilos japoneses novamente, desta vez com a história de uma sereia que, em pouco tempo, será vista no resto do mundo.

“Ponyo on the Cliff by the Sea”, sobre a amizade entre um menino de 5 anos e uma menina sereia que quer viver em seu mundo, tornou-se um dos filmes japoneses mais vistos no Japão em seu primeiro mês nos cinemas.

A bilheteria do filme já passa de 10 bilhões de ienes (91 milhões de dólares), e sua canção temática virou ringtone em milhares de celulares japoneses.

O filme será exibido no Festival de Cinema de Veneza, que começa na próxima semana, e em seguida será distribuído nos EUA, segundo um representante da distribuidora japonesa Toho Co.

“É cheio de sonhos, é comovente. Acho que muitas pessoas estavam procurando alguma coisa assim”, comentou Miyuki Ueda, 39 anos, que assistiu ao filme com seus filhos.

“Ponyo foi lindo”, disse Yuta, seu filho de 14 anos.

Miyazaki criou vários filmes de animação que ajudaram a reavivar o cinema japonês. São de sua direção três dos cinco filmes de maiores vendas no Japão nos últimos sete anos, segundo a Associação de Produtores de Cinema do Japão.

Além de “A Viagem de Chihiro”, de 2001, sobre uma garotinha que perambula no mundo dos espíritos e que recebeu o Oscar de melhor filme de animação em 2003, Miyazaki agradou ao público de seu país com “O Castelo Animado”, de 2004, sobre um menino mago que luta pela justiça num mundo mágico.

A história de “Ponyo” remete à de “A Pequena Sereia”, de Hans Christian Andersen, que inspirou o popular desenho animado homônimo da Disney de 1989.

“A Viagem de Chihiro” lançou Miyazaki no palco mundial, mas o crítico de cinema Ryusuke Hikawa acha que ainda é cedo para dizer se “Ponyo” terá sucesso semelhante.

“Miyazaki continua a fazer desenhos animados desenhados à mão. Nesse sentido, seus trabalhos são animação do tipo antigo”, disse o crítico.

“Mas é exatamente isso que os torna universalmente sedutores.”

Em 2006, o cinema nacional teve performance melhor que o estrangeiro no Japão pela primeira vez em 21 anos.

Goro Miyazaki, seu filho, levou adiante a tradição familiar com o cartum animado “Contos de Terramar”, baseado numa história americana sobre dois magos que se combatem. O filme liderou as bilheterias japonesas em 2006.

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