China reassegura liberdade à imprensa nos Jogos Olímpicos

quinta-feira, 10 de julho de 2008 11:33 BRT
 

PEQUIM (Reuters) - Jornalistas que viajarem até a China para cobrir os Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto, terão liberdade para trabalhar e poderão reclamar formalmente caso enfrentem problemas, disse uma importante autoridade chinesa nesta quinta-feira, segundo a agência de notícias oficial Xinhua.

Grupos de defesa dos direitos humanos criticaram a China nesta semana, afirmando que o país havia descumprido suas promessas de permitir liberdade de imprensa total, e reclamaram da ocorrência de atos de intimidação e restrição contra repórteres estrangeiros.

No entanto, Li Changchun, membro do Comitê Permanente do Politburo, o círculo mais central do poder, ofereceu garantias de que as promessas do governo chinês sobre a liberdade de imprensa seriam cumpridas.

"Ele (Li) disse que as autoridades adotariam de fato regulamentações capazes de garantir aos jornalistas estrangeiros liberdade para trabalhar", disse a agência de notícias Xinhua.

As declarações da autoridade foram feitas em uma visita dele ao centro de mídia para repórteres que não trabalham junto aos órgãos chineses.

"Se alguém estiver insatisfeito, pode apresentar uma queixa para Liu Qi, presidente da Comissão Organizadora de Pequim para os Jogos", acrescentou.

"Espero que vocês possam cobrir com verdade e de forma completa esse evento e contar ao mundo com é a verdadeira China", afirmou Li.

Como parte da candidatura chinesa para ser eleita sede dos Jogos, o país prometeu adotar temporariamente regulamentações garantindo a liberdade de imprensa. Apesar disso, o controle do governo sobre os meios de comunicação internos não foi relaxado.

Cerca de 25 mil jornalistas estrangeiros devem cobrir os Jogos de Pequim.

(Reportagem de Ben Blanchard)