23 de Outubro de 2007 / às 02:53 / 10 anos atrás

Testemunha revive acidente fatal de Diana por videolink

Por Paul Majendie

LONDRES (Reuters) - Uma das primeiras testemunhas a chegar ao local do acidente fatal da princesa Diana disse no inquérito sobre a morte da princesa, na quarta-feira, que deu marcha a ré rapidamente com seu carro, afastando-se do túnel, por temer que teria topado com um ataque terrorista.

O português residente na França Antonio Lopes-Borges descreveu como chegou em seu próprio carro ao túnel viário Alma, logo após o acidente em alta velocidade em 31 de agosto de 1997.

Depondo por videolink desde Paris, ele disse que viu a Mercedes batida no túnel e que um homem pediu que desse marcha a ré, porque o carro poderia explodir.

"Como já tínhamos tido ataques terroristas em Paris, pensei que poderia ser um atentado terrorista e que poderia ocorrer uma explosão ali", disse ele aos jurados, que viajaram à capital francesa no início da semana para ver o local do acidente com os próprios olhos.

Lopes-Borges, cujas respostas tiveram que ser traduzidas num processo trabalhoso, disse que viu um fotógrafo e depois outro fazendo fotos do local do acidente.

De acordo com ele, os paparazzi não tentaram ajudar nenhuma das vítimas.

A testemunha, que no dia do acidente estivera visitando seu irmão no centro de Paris, disse ao inquérito sobre as mortes de Diana e de seu namorado, Dodi al Fayed, que antes disso vira "um carro alemão grande" num farol de trânsito na Place de la Concorde, na região central de Paris.

Vários outros veículos partiram em alta velocidade ao mesmo tempo, incluindo um 4x4 que quase se chocou com o carro dele.

Diana, 36 anos, Al Fayed, 42, e o motorista Henri Paul morreram quando a limusine em que estavam bateu no túnel no momento em que se afastavam em alta velocidade do hotel Ritz, em Paris, perseguidos por paparazzi.

Pela lei britânica, em casos de morte não natural é necessário um inquérito para averiguar a causa da morte.

As investigações abrangentes das polícias francesa e britânica já concluíram que as mortes foram acidentais, causadas pelo fato de Henri Paul estar embriagado e dirigindo em velocidade alta demais.

As duas polícias rejeitaram as teorias conspiratórias defendidas pelo pai de Dodi, Mohamed al Fayed, que alega que Dodi e Diana estavam noivos e que Diana estava grávida.

Ele afirma que os dois foram mortos pelos serviços de segurança britânicos, atendendo a ordens do marido da rainha Elizabeth, ex-sogro de Diana.

Na dramática abertura do inquérito, na semana passada, foram mostradas ao júri imagens feitas por câmeras de segurança que revelam os detalhes do último dia de vida do casal, em meio ao luxo do hotel Ritz.

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