McCartney resiste a pressões para cancelar concerto em Israel

quinta-feira, 11 de setembro de 2008 16:27 BRT
 

JERUSALÉM (Reuters) - O legendário Beatle Paul McCartney disse que foi pressionado para cancelar seu concerto próximo em Israel, mas, em declarações divulgadas na quinta-feira, assegurou a seus fãs israelenses que o show será realizado.

"Fui procurado por diferentes grupos e organismos políticos que me pediram para não vir para cá. Eu recusei. Faço o que penso, e tenho muitos amigos que apóiam Israel", disse McCartney em entrevista ao jornal israelense Yedioth Ahronoth.

Grupos palestinos frequentemente pedem a acadêmicos internacionais e figuras culturais de destaque que boicotem Israel devido a sua ocupação da Cisjordânia e bloqueio da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas.

Grupos judaicos condenam os boicotes culturais e acadêmicos, que vêem como manifestação de anti-semitismo.

McCartney vai apresentar sucessos de seus tempos nos Beatles e de sua carreira solo em um concerto em Tel Aviv em 25 de setembro, como parte de uma série de concertos que vêm levando o ex-Beatle a cidades que ele nunca antes visitou.

Indagado sobre como membros dos Beatles, uma das bandas mais populares da história do rock, se sentiram quando o governo israelense cancelou o concerto que ela faria no país em 1965, alegando que poderia corromper a juventude israelense, McCartney disse que "a idéia de que pudéssemos corromper os jovens foi um pouco insultante".

Em declarações traduzidas para o hebraico, ele disse: "Os Beatles tiveram uma influência bastante positiva sobre o mundo, e apenas regimes que queriam controlar seus povos tinham medo de nós. A gente riu da decisão do governo israelense."

Outro relato publicado no mês passado no jornal israelense Haaretz atribuiu o cancelamento do concerto dos Beatles em 1965 a uma rixa entre dois promotores de shows.

Em declarações postadas em seu Web site no mês passado, Paul McCartney disse que antevê com prazer essa oportunidade de apresentar-se em Israel. "Já ouvi falar grandes coisas sobre Tel Aviv e Israel, mas uma coisa é ouvir falar, e outra é sentir pessoalmente", disse ele.