October 23, 2007 / 3:45 AM / 10 years ago

Exposição em Atenas lança luz nova sobre pintor El Greco

3 Min, DE LEITURA

Por Dina Kyriakidou

ATENAS (Reuters) - As figuras ascéticas e alongadas pintadas por El Greco dominam uma exposição montada em Atenas sobre o estúdio do mestre pintor, lançando luz sobre um artista que foi obscuro e incompreendido.

Inaugurada na quarta-feira, a exposição ilumina o estúdio do pintor nascido na Grécia cujo trabalho foi recebido com ceticismo por alguns de seus contemporâneos, mas que inspirou artistas como Pablo Picasso.

"É a primeira exposição dedicada à oficina de El Greco", disse o curador Nikos Hadjinicolau. "O fato de examinarmos o estúdio inteiro, e não apenas o artista, é testemunho de seu sucesso."

Nascido em 1541 em Creta, El Greco viajou à Itália, onde aperfeiçoou sua arte sob a influência de mestres como Ticiano, antes de emigrar à Espanha em 1577.

Ele montou sua oficina em Toledo, onde recebeu inúmeras encomendas e produziu o melhor de sua obra -- pinturas religiosas em tamanho grande, num estilo muito pessoal.

A exposição reúne 45 pinturas a óleo, incluindo oito assinadas por El Greco -- normalmente com seu nome grego, Domenikos Theotocopoulos -- e as de seu filho Jorge Manuel, seus pupilos e sucessores.

De acordo com o curador, a oficina comprova o sucesso comercial de El Greco. Depois de pintar seu trabalho mais conhecido, "O Enterro do Conde Orgaz", ele não conseguiu dar conta das encomendas e passou a contratar e treinar assistentes.

A exposição, que reúne obras de vários museus espanhóis, americanos e outros, inclui alguns dos escritos e documentos de El Greco, além de um inventário de seus bens e seu contrato de aluguel.

Telas originais dele, como "São Ildefonso", são expostas lado a lado com cópias feitas por seus alunos ou artistas posteriores, mostrando que mesmo os melhores de seus pupilos não conseguiam equiparar-se ao mestre, célebre pelos rostos magros, com o olhar voltado ao alto, de seus santos e adoradores.

As gerações imediatamente posteriores à sua morte, em 1614, consideraram seu trabalho estranho ou antinaturalista demais, mas El Greco foi redescoberto mais tarde e reconhecido como artista à frente de seu tempo.

A exposição no Museu de Arte Cicládica, inaugurada na terça-feira pela rainha Sofia da Espanha e o primeiro-ministro grego Costas Karamanlis, continuará até 5 de janeiro.

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