Os irmãos Coen poderiam muito bem ser apenas um em Toronto

sábado, 6 de setembro de 2008 17:53 BRT
 

Por Janet Guttsman

TORONTO (Reuters) - Há uma razão para que eles sejam chamados Coen Bros., e não Joel Coen e Ethan Coen: eles também poderiam ser uma pessoa só.

Eles não apenas são parecidos, mas falam do mesmo jeito e um termina as frases do outro e explica o contexto quando o outro esquece.

Joel, de 53 anos, o mais velho, por uma diferença de cerca de três anos, é um pouco mais alto e seu cabelo castanho está mais comprido. Mas ambos têm barba e usam óculos e ambos admitem que as pessoas frequentemente confundem um com o outro.

"Houve uma época em que as pessoas costumavam nos pedir que nos identificássemos cada vez que começávamos a falar, especialmente se a conversa era por telefone", diz Joel à Reuters. "Mas isso apenas interrompia demais a conversa."

Os Coens, que ganharam em 2007 Oscars de melhor filme, diretor e roteiro com "Onde os Fracos Não Têm Vez", um drama sobre o mundo do crime," estão na corrida outra vez com o novo filme, "Burn After Reading" ("Queime Depois de Ler"), que teve sua estréia na América do Norte na sexta-feira, no festival de cinema de Toronto.

O filme marca o retorno deles às comédias malucas, como "Arizona Nunca Mais" e "O Grande Lebowski" --que lhes valeram uma legião de seguidores do tipo cult-- e tem no elenco astros como Brad Pitt, George Clooney, John Malkovich e Tilda Swinton.

Pitt interpreta um instrutor de ginástica hiperativo que tenta chantagear um ex-agente da CIA (Malkovich). Swinton é a gélida e eficiente esposa do agente da CIA, que está tendo um caso com um tolo delegado da policial federal, interpretado por Clooney.

Nos 94 minutos de filme que transcorrem não muito depressa, há mal-entendidos e reviravoltas levemente confusas --uma marca em qualquer filme dos Coens.   Continuação...

 
<p>Os irm&atilde;os Coen, diretores de Hollywood, ao chegar no festival internacional de cinema de Toronto, no Canad&aacute;     REUTERS. Photo by Mark Blinch</p>