October 23, 2007 / 1:38 AM / 10 years ago

Fãs inveterados e mídia cercam tribunal que investiga caso Diana

3 Min, DE LEITURA

Por Paul Majendie

LONDRES (Reuters) - Com as palavras "Diana At Last" (Diana, finalmente) escritas em sua testa com caneta hidrográfica, John Loughrey passou a noite numa fila diante do Tribunal Real de Justiça, em Londres, para ser o primeiro a assistir desde o início ao inquérito sobre a morte da princesa Diana.

Ele não precisaria ter se dado a esse trabalho.

Segurando orgulhosamente o ingresso ao tribunal, que pretende leiloar em benefício da Fundação Diana, Loughrey entrou no tribunal, onde poucas pessoas se juntaram a ele nos lugares reservados ao público -- num contraste grande com o circo de mídia que cercou o início do inquérito.

Do outro lado do recinto, observando os procedimentos, estava o ator britânico Keith Allen, que está filmando um documentário sobre o inquérito, que, ao que tudo indica, pode levar cerca de seis meses para ser concluído.

"O que me fascina é como o julgamento vai se desenrolar. É um teatro", disse Allen à Reuters, enquanto quatro fileiras de advogados aguardavam a chegada do juiz Scott Baker.

"Nosso filme será concluído no dia em que o inquérito for encerrado, e vamos levá-lo ao Festival de Cinema de Cannes", disse ele.

Do lado de fora, o pai de Dodi al Fayed (o namorado de Diana, morto com ela em Paris em 1997), Mohamed al Fayed, proprietário da loja Harrod's, foi cercado por jornalistas e poderá finalmente ter seu momento de presença no tribunal, depois de passar anos acusando a família real britânica de ter ordenado o assassinato de Diana e seu filho.

Dentro do tribunal, ele ficou sentado de um lado, impassível, enquanto do outro estava a irmã de Diana, Sarah, com os cabelos penteados em "estilo Lady Di."

Os jurados, parecendo atônitos enquanto refletiam que passarão seis meses sob a atenção implacável da mídia, juraram "investigar com diligência, em nome da rainha, as mortes de Diana, princesa de Gales, e de Dodi al Fayed".

O juiz, que garantiu proteção policial aos seis homens e cinco mulheres do júri durante a duração do inquérito, pediu que eles esqueçam uma década de cobertura do caso pela mídia e se concentrem unicamente no que vão ouvir no tribunal.

Pediu que eles não naveguem na Internet nem leiam notícias da mídia sobre o caso, mas ressalvou: "Isso pode se mostrar quase impossível."

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