Dúvida sobre gravidez de Diana pode ficar sem resposta, diz juiz

quarta-feira, 3 de outubro de 2007 12:27 BRT
 

Por Paul Majendie

LONDRES (Reuters) - Há a possibilidade de que fique para sempre sem resposta a pergunta sobre se a princesa Diana estava ou não grávida quando morreu ao lado de seu namorado, Dodi al-Fayed, em uma colisão de carro em Paris, afirmou na quarta-feira o juiz responsável pelo processo investigativo a respeito da morte dos dois.

O pai de Dodi, Mohamed al-Fayed, proprietário da luxuosa loja de departamentos Harrods, diz que o casal foi assassinado pelos serviços de segurança britânicos a mando do marido da rainha Elizabeth 2a, ex-sogro de Diana.

Segundo Fayed, a família real ordenou os assassinatos porque a princesa estava grávida do namorado muçulmano, com quem planejava casar-se.

Concluindo suas declarações iniciais no segundo dia da investigação, o juiz Scott Baker disse: "Provavelmente, a gravidez é uma questão sobre a qual não poderemos provar nada, de uma forma ou de outra, do ponto de vista científico".

Diana, 36, Dodi, 42, e o motorista deles, Henri Paul, morreram quando a Mercedes em que estavam sofreu uma colisão dentro de um túnel de Paris depois de ter saído em alta velocidade do Hotel Ritz, fugindo de paparazzi.

Fayed também afirma que o corpo de Diana foi embalsamado prematuramente a fim de impedir que se descobrisse sobre a gravidez dela. O juiz pediu aos jurados do caso que avaliem se o embalsamamento realizou-se de forma legal, quem o autorizou e se há algum motivo escuso para a realização dele.

Scott Baker, que preside um caso responsável por atrair a atenção do mundo todo e que pode estender-se por seis meses, disse haver provas conflitantes a respeito de um anel de noivado supostamente comprado por Dodi para Diana.

As investigações realizadas na França e na Grã-Bretanha concluíram que as mortes resultaram de um acidente trágico provocado pelo motorista, que havia bebido em excesso e que dirigia em alta velocidade.

A Grã-Bretanha precisou esperar pelo fim do processo legal na França e depois pelo fim das investigações da polícia britânica antes de iniciar os processos investigatórios sobre as mortes. Esse tipo de processo é compulsório no país quando a morte de uma pessoa se deve a alguma causa não natural.

 
<p>Mercedes em que estavam a princesa Diana e Dodi al-Fayed no dia 31 de agosto, quando ambos sofreram o acidente fatal em Paris, em foto de divulga&ccedil;&atilde;o. H&aacute; a possibilidade de que fique para sempre sem resposta a pergunta sobre se a princesa Diana estava ou n&atilde;o gr&aacute;vida quando morreu ao lado de Dodi al-Fayed, em uma colis&atilde;o de carro em Paris, afirmou o juiz respons&aacute;vel pelo processo investigativo a respeito da morte dos dois. Photo by Reuters (Handout)</p>