Paparazzo tentou vender fotos de Diana no local do acidente

terça-feira, 30 de outubro de 2007 13:44 BRST
 

Por Paul Majendie

LONDRES (Reuters) - Um fotógrafo ligou para um jornal britânico do túnel em Paris onde a princesa Diana agonizava a fim de oferecer fotos exclusivas por 300 mil libras, afirmou na terça-feira uma testemunha diante de uma corte de Londres.

Duas fotos de Diana, nas quais a princesa aparece estirada no assoalho das ferragens retorcidas do carro, foram enviadas para a editoria de fotografia do tablóide The Sun por Romuald Rat, um dos paparazzi que a perseguiam.

Stephane Darmon, motociclista de Rat na noite em que Diana morreu, disse que o fotógrafo havia tentado ajudar a princesa no local do acidente, ocorrido no dia 31 de agosto de 1997.

Mas em uma discussão acalorada no tribunal, a versão de Darmon viu-se contestada por Richard Keen, advogado do motorista do carro de Diana, Henri Paul, que também morreu no acidente, junto com a princesa e com o namorado dela, Dodi al-Fayed.

"O que o senhor Rat estava protegendo não eram as vítimas da batida, mas as 300 mil libras que havia acertado por telefone com o Sun", disse Keen à corte onde transcorre o processo de investigação a respeito das mortes de Diana e Dodi.

Keen acusou Rat e Darmon de apresentarem o evento por meio de "mentiras" que foram elaboradas para protegê-los das acusações de homicídio culposo e de omissão de socorro.

O júri ouviu a leitura de trechos de uma entrevista concedida ao Canal 4 por Kenneth Lennox, editor de fotografia do The Sun, que disse ter recebido uma ligação "um tanto nervosa" na qual ouviu a oferta sobre as fotos exclusivas.

Lennox afirmou que as fotos "saltaram na tela existente na minha frente".   Continuação...