March 24, 2008 / 3:06 PM / 9 years ago

Documentário e filme de ficção de Bob Marley brigam por músicas

4 Min, DE LEITURA

Por Gregg Goldstein

NEW YORK (Hollywood Reporter) - A família do músico Bob Marley recusou-se a autorizar a utilização de qualquer canção dele em um filme da Weinstein Co. sobre o astro do reggae, e isso mesmo diante do fato de a viúva dele, Rita Marley, ser a produtora-executiva do longa-metragem.

O motivo? Há um documentário de Martin Scorsese sobre o músico sendo produzido pela Tuff Gong Pictures, de propriedade da família Marley, e pela empresa Shangri La, de Steven Bing. Este seria o primeiro filme com autorização para reproduzir as músicas do cantor.

Os membros da família envolvidos com a produção de Scorsese disseram que ficaram surpresos ao descobrir que o filme da Weinstein seria lançado já no final de 2009, prejudicando a estréia do documentário, em fevereiro de 2010, mesmo mês do nascimento de Marley.

"Martin Scorsese não quer lançar seu filme junto com um projeto semelhante, e Steven Bing já fechou acordos com várias empresas que agora estão comprometidas conosco", disse Chris Blackwell, presidente da Blue Mountain, editora musical das canções de Marley.

"O projeto da Weinstein ameaça o documentário."

Ziggy Marley, um dos filhos do astro do reggae e produtor-executivo do filme de Scorsese, disse que "todos os nossos esforços e todo o nosso apoio dirigem-se atualmente para o documentário".

"Acreditamos que esse projeto é a melhor forma de representar a vida do nosso pai da perspectiva dele, e qualquer outro projeto cinematográfico referente ao nosso pai ficará vazio sem a música dele."

Rita Marley afirmou ao The Reporter que, ao vender os direitos de filmagem de seu livro à Weinstein, o contrato não incluía o direito de usar as músicas de seu marido.

Terri Dipalo, advogada da família Marley, negou que o documentário, ainda sem nome, seja um artifício para obrigar a Weinstein a comprar os direitos das músicas de Marley ou para inflacionar o preço dessas músicas.

A advogada respondeu ainda que "tudo é possível" quando questionada sobre se as músicas de Marley poderiam acabar na produção da Weinstein.

Blackwell defende que o filme biográfico da Weinstein seja adiado até ao menos 2015 a fim de evitar que os dois projetos entrem em rota de colisão. Ele afirmou ter conversado com Harvard Weinstein no dia 13 de março sobre a questão, mas que nada ficou decidido ainda.

Segundo Blackwell, há uma expectativa de que um acordo seja firmado em breve permitindo que a Weinstein Co. participe do documentário de Scorsese e adie o seu projeto.

Matthew Frankel, porta-voz da Weinstein, afirmou: "Temos um respeito enorme pela família Marley e por Chris Blackwell. E estamos conversando para encontrar formas de beneficiar ambos os projetos".

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