Acusações marcam início de inquérito sobre Diana

terça-feira, 2 de outubro de 2007 16:27 BRT
 

Por Paul Majendie e Michael Holden

LONDRES (Reuters) - O inquérito judicial sobre a morte da princesa Diana, num acidente de carro em Paris há dez anos, começou na terça-feira com acusações de que a família real britânica encomendou a morte dela.

Mohamed al-Fayed, cujo filho Dodi, namorado de Diana, também morreu na batida, afirmou que o casal foi morto por ordem do marido da rainha Elizabeth, o ex-sogro de Diana.

Numa série de acusações ouvidas no tribunal pelo juiz, o dono da loja de departamentos Harrods afirmou que a família real não suportava a idéia de Diana se casar com um muçulmano.

Grandes investigações feitas pelas polícias francesa e britânica concluíram que as mortes se deveram a um acidente, causado por um motorista bêbado. As teorias conspiratórias de Fayed foram rejeitadas.

O juiz Scott Baker afirmou que Fayed alegou, no testemunho, que a família real "não podia aceitar que um muçulmano egípcio pudesse acabar sendo o padrasto do futuro rei da Inglaterra (o filho mais velho de Diana, William)".

"Ele acredita que se tomou a decisão de matar Diana e Dodi. Ele coloca o príncipe Philip no centro da conspiração."

O juiz disse ao júri: "Vocês terão de ouvir com cuidado as testemunhas para ver se há alguma prova que sustente essa afirmação."

Diana, 36, Dodi al-Fayed, 42, e o motorista Henri Paul morreram quando o Mercedes em que estavam bateu num túnel em Paris, enquanto eles fugiam dos paparazzi.   Continuação...