"Cloverfield" arrasa nas bilheterias dos EUA

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008 10:19 BRST
 

Por Dean Goodman

LOS ANGELES (Reuters) - "Cloverfield", um filme de terror barato, no estilo "Godzilla", arrasou em seu fim de semana de estréia na América do Norte, onde arrecadou 41 milhões de dólares, quase o dobro do romance "Vestida para Casar".

Segundo estimativas divulgadas no domingo pelos estúdios, "Vestida..." estreou em segundo lugar, com 22,4 milhões de dólares em ingressos. O campeão da semana passada, "Antes de Partir", caiu para terceiro, fazendo quase 15,2 milhões de dólares.

Outro lançamento ficou entre os dez mais: "Mad Money" conseguiu a sétima colocação, com 7,7 milhões de dólares.

"Cloverfield", do estúdio Paramount, custou 25 milhões de dólares, um orçamento modesto para os padrões dos EUA, e não tem grandes nomes no elenco. Mesmo assim, bateu um recorde para lançamentos em janeiro, superando a reestréia de "Guerra nas Estrelas", que arrecadou 35,9 milhões de dólares em 1997.

Foi um recorde também para o feriado norte-americano em homenagem a Martin Luther King. "Falcão Negro em Perigo" (2002) somou 33,6 milhões de dólares em quatro dias; a Paramount prevê que "Cloverfield" vai ultrapassar 47 milhões de dólares quando forem incluídas as cifras do feriado de segunda-feira.

Observadores do setor previam que "Cloverfield" estreasse na faixa dos 20 milhões de dólares de bilheteria entre sexta e domingo, um pouco à frente de "Vestida para Casar". Graças às resenhas positivas, "Cloverfield" acabou se saindo melhor que o esperado.

A disputa, em todo caso, não foi direta, já que cada um dos filmes está voltado para um público diferente, definido pelo gênero.

"Cloverfield" marca a reunião do diretor Matt Reeves com o produtor J.J. Abrams, criador da série de TV "Felicity". O filme, que adota a estética dos vídeos caseiros, acompanha um grupo de jovens que foge de um monstro que ataca Nova York.

A Viacom, subsidiária da Paramount, investiu na campanha boca-a-boca, mas dando destaque à imagem da estátua da Liberdade decapitada.

(Por Dean Goodman)