Museu de Nova Orleans exalta a arte do coquetel

terça-feira, 22 de julho de 2008 17:02 BRT
 

Por Kathy Finn

NOVA ORLEANS (Reuters) - Ted Haigh era fascinado pelo retrato feito por Hollywood da cultura dos coquetéis, mesmo quando não tinha idade legal necessária para poder beber.

Para ele, assistir a William Powell e sua esposa, Myrna Loy, bebendo em cálices de haste fina e trocando falas inteligentes no clássico de 1934 "A Ceia dos Acusados" foi uma experiência instigante.

"Eu tentava imaginar: 'O que eles estarão bebendo, qual é o sabor?"', contou o entusiasta de 51 anos.

Imagens como essas motivaram seu fascínio eterno pela história dos coquetéis e drinques e o levaram à abertura do Museu do Coquetel Americano, do qual é curador.

O museu é um espaço de madeira e vidro, com clima de clube, que rende homenagem a um dos passatempos favoritos dos EUA, expondo centenas de artefatos relativos a coquetéis colecionados por Haigh ao longo de várias décadas.

Estão expostas coqueteleiras antigas, jornais da época da Lei Seca, garrafas de uísque singulares e algumas das receitas de coquetéis e instrumentos de bar mais antigos do país.

"Numa primeira fase eu quis guardar tudo para mim, mas então compreendi que poderia fazer mais bem se compartilhasse tudo isso com o mundo", disse Haigh, que é conhecido por seu apelido, Dr. Cocktail.

Situado no shopping Riverwalk Marketplace, em Nova Orleans, o museu dos coquetéis é fruto de uma idéia do barman nova-iorquino Dale DeGroff e sua mulher, Jill.   Continuação...