July 23, 2008 / 12:18 PM / 9 years ago

Museu de Nova Orleans exalta a arte do coquetel

3 Min, DE LEITURA

Por Kathy Finn

NOVA ORLEANS (Reuters) - Ted Haigh era fascinado pelo retrato feito por Hollywood da cultura dos coquetéis, mesmo quando não tinha idade legal necessária para poder beber.

Para ele, assistir a William Powell e sua esposa, Myrna Loy, bebendo em cálices de haste fina e trocando falas inteligentes no clássico de 1934 "A Ceia dos Acusados" foi uma experiência instigante.

"Eu tentava imaginar: 'O que eles estarão bebendo, qual é o sabor?"', contou o entusiasta de 51 anos.

Imagens como essas motivaram seu fascínio eterno pela história dos coquetéis e drinques e o levaram à abertura do Museu do Coquetel Americano, do qual é curador.

O museu é um espaço de madeira e vidro, com clima de clube, que rende homenagem a um dos passatempos favoritos dos EUA, expondo centenas de artefatos relativos a coquetéis colecionados por Haigh ao longo de várias décadas.

Estão expostas coqueteleiras antigas, jornais da época da Lei Seca, garrafas de uísque singulares e algumas das receitas de coquetéis e instrumentos de bar mais antigos do país.

"Numa primeira fase eu quis guardar tudo para mim, mas então compreendi que poderia fazer mais bem se compartilhasse tudo isso com o mundo", disse Haigh, que é conhecido por seu apelido, Dr. Cocktail.

Situado no shopping Riverwalk Marketplace, em Nova Orleans, o museu dos coquetéis é fruto de uma idéia do barman nova-iorquino Dale DeGroff e sua mulher, Jill.

Eles queriam encher o museu com o grande estoque de objetos relacionados a coquetéis que tinham. Mas, depois de conhecer Haig e sua grande coleção, o casal o convenceu a emprestar seus tesouros ao novo museu.

Quanto ao fato de o museu ter sido criado em Nova Orleans, DeGroff disse que não precisou pensar duas vezes.

"Esta é uma cidade em que homens e mulheres se sentavam juntos em bares no século 19, quando isso não acontecia em nenhum outro lugar do país", diz DeGroff, que já foi barman em pontos célebres de Nova York como o Rainbow Room.

"Isso era porque, em Nova Orleans, os bares eram conhecidos como 'coffeehouses', então as damas podiam entrar."

A inauguração do museu coincidiu com o fim de um "festival" de cinco dias de degustações de coquetéis e seminários de barmen em Nova Orleans. O evento foi batizado de "Tales of the Cocktail" (Histórias do Coquetel).

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