Novo livro sobre Watergate diz que John Dean ordenou espionagem

segunda-feira, 19 de maio de 2008 16:40 BRT
 

Por Steve Holland

WASHINGTON (Reuters) - Um novo livro sobre o escândalo responsável por derrubar o presidente Richard Nixon acusa o então conselheiro da Casa Branca John Dean de ter ordenado a operação de espionagem ilegal em 1972 conhecida como Watergate, algo que Dean contestou de forma veemente.

James Rosen, correspondente da Fox News em Washington, disse que a acusação baseava-se em entrevistas e em uma exaustiva reavaliação de documentos com vistas a escrever o livro "The Strong Man: John Mitchell and the Secrets of Watergate" (O Homem Forte: John Mitchell e os Segredos do Watergate).

O livro, uma biografia do procurador-geral de Nixon, John Mitchell, uma figura importante do caso, está sendo lançado nesta semana.

"Espero que esse livro esteja sendo vendido como ficção. Porque se esse não for o caso, então os leitores estão sendo enganados", afirmou Dean, que se tornou uma testemunha importante da acusação e que confessou ter cometido o crime de obstrução da Justiça em meio ao caso.

O escândalo do Watergate começou com a invasão do comitê de campanha do Partido Democrata no Watergate Hotel, em Washington, no dia 17 de junho de 1972.

O objetivo da operação era grampear os telefones dos democratas.

Inicialmente negado pela Casa Branca, o escândalo cresceu devagar e não afetou o resultado das eleições presidenciais daquele ano, vencidas com facilidade por Nixon (que na disputa com o senador democrata George McGovern conquistou um segundo mandato presidencial)

No entanto, em 1974, investigadores conseguiram conectar o Watergate e outros vários escândalos políticos ao governo norte-americano, e Nixon viu-se obrigado a renunciar, no dia 9 de agosto de 1974.   Continuação...