29 de Agosto de 2008 / às 14:15 / em 9 anos

Novo filme sobre Puccini mergulha na vida amorosa do compositor

Por Silvia Aloisi

VENEZA (Reuters) - Um novo filme sobre Giacomo Puccini traz à tona cartas e documentos que sugerem que o compositor possa ter uma segunda descendente viva, em uma história confusa de infidelidade e vingança que bem poderia ser tema de uma de suas óperas.

“Puccini e la Fanciulla” (Puccini e a garota), que faz sua estréia no Festival de Cinema de Veneza nesta sexta-feira, já foi repudiado por Simonetta Puccini, até agora a única herdeira viva conhecida do compositor.

Trinta anos atrás Simonetta venceu uma batalha legal para provar que era a filha ilegítima de Antonio, filho do compositor, de quem herdou a maior parte da herança.

Agora outra mulher, Nadia Manfredi, suspeita que também possa ser neta de Puccini e pediu um exame de DNA para confirmar a suspeita.

O filme leva à tela a história de Doria Manfredi, a jovem empregada da casa de Puccini que cometeu suicídio depois de ser falsamente acusada pela mulher do compositor, Elvira, de ter um caso com ele.

Depois de uma autópsia ter confirmado que Doria morreu virgem, Elvira foi condenada por difamação e Puccini, notório por sua vida amorosa tumultuada, teve que pagar indenização à família de Doria para que sua mulher não fosse para a prisão.

Esse capítulo da vida de Puccini é conhecido, mas agora o diretor Paolo Benvenuti diz que descobriu documentos que mostram que, na realidade, Puccini teve um longo caso extraconjugal com a prima de Doria, Giulia Manfredi.

AMANTE ERRADA

Giulia dirigia uma estalagem em frente ao chalé do compositor à margem do lago em Torre del Lago. Acredita-se que a personagem Minnie, da ópera de Puccini “La fanciulla del West”, de 1910, tenha sido baseada nela.

O fruto de sua relação com Puccini, segundo Benvenuti, foi outro filho, também chamado Antonio, que morreu pobre em 1988 sem saber quem tinha sido seu pai.

Benvenuti descobriu a filha de Antonio, Nadia Manfredi, quando fazia pesquisas para o filme e disse que ela tem grande semelhança física com o compositor de “La Bohème”, “Turandot” e “Madame Butterfly”.

Na casa de Nadia em Pisa ele encontrou uma mala empoeirada com fotos e cartas escritas por Puccini a Giulia Manfredi entre 1908 e 1922, além de clipes de filmes mostrando o compositor ao piano, caçando marrecos e brincando com seu cachorro.

Benvenuti diz que as cartas mostram que Giulia, e não Doria, foi amante de Puccini e que o compositor ajudou Giulia com dinheiro, presume-se que para sustentar o filho deles, até sua morte, em 1924.

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