Proteção policial poderia ter salvado Diana, diz ex-comissário

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008 16:29 BRST
 

Por Paul Majendie

LONDRES (Reuters) - O ex-chefe de polícia da Grã-Bretanha disse na quinta-feira que a princesa Diana ainda estaria viva se tivesse permitido que sua proteção policial fosse reinstaurada.

No inquérito que apura as causas da morte de Diana, o ex-comissário da Polícia Metropolitana Paul Condon declarou que tentou repetidas vezes e fazê-la mudar de idéia. Tudo em vão.

Diana e seu namorado Dodi al Fayed morreram em agosto de 1997, com o motorista Henri Paul, quando sua limusine bateu num túnel viário em Paris, enquanto era perseguido por paparazzi.

"Estou absolutamente convencido de que se, como era de minha vontade, ela tivesse tido proteção policial em Paris, essas três vidas não teriam sido tragicamente perdidas", disse Condon no tribunal.

Num encontro com a polícia em outubro de 1994, Diana perguntou se seu carro tinha sido equipado com um rastreador, e seu telefone, grampeado.

Os investigadores lhe garantiram que suas conversas não eram grampeadas, mas Condon disse: "Infelizmente, ficou claro que ela se convenceu de que, se a polícia estava do lado de alguém, não estava do lado dela".

Ao depor no tribunal na quarta-feira, Condon reconheceu que a polícia teve uma relação "tensa e difícil" com Diana durante sua separação do príncipe herdeiro Charles.

Ele disse que, após a morte de Diana, não trouxe à tona uma carta secreta do advogado de Diana sobre os temores desta de ser morta num atentado, por receio de chocar os filhos dela.   Continuação...