Após morte de colecionador, FBI busca ex-donos de obras roubadas

segunda-feira, 11 de agosto de 2008 20:11 BRT
 

Por Ritsuko Ando

NOVA YORK (Reuters) - Alguém aí perdeu um Picasso? Essa é basicamente a pergunta que o FBI está fazendo ao procurar os legítimos donos das obras de arte roubadas -- inclusive algumas do mestre cubista espanhol -- que estavam em meio às centenas de peças deixadas pelo colecionador William Kingsland, morto em 2006.

Como parte dessa busca, o FBI (polícia federal dos EUA) divulgou na segunda-feira em seu site fotos de alguns itens supostamente roubados.

Kingsland deixou uma bela coleção com mais de 300 obras, com destaque para algumas como uma natureza-morta minimalista de Giorgio Morandi e colagens de Kurt Schwitters.

Como ele não tinha testamento nem herdeiros, curadores contrataram as casas de leilões Chrstie's e Stair Galleries para vender a coleção.

Até que se descobriu que um óleo do norte-americano John Singleton, arrematado por 85 mil dólares na Stair, havia sido furtado. Diante das dúvidas sobre a procedência da coleção, a Christie's cancelou o seu leilão.

O FBI disse que já descobriu vários itens roubados, e que pode haver mais.

No site www.fbi.gov/page2/august08/arttheft_081108.html há fotos de cerca de 140 peças.

Notícias publicadas na época da morte de Kingsland davam conta de que se tratava de um colecionador conhecido e respeitado, embora com um passado envolto em mistérios -- como seu nome verdadeiro, Melvyn Kohn, e sua origem, o Bronx (Nova York).   Continuação...