Mercado de arte pode não estar tão bem quando indicam vendas

quarta-feira, 2 de julho de 2008 18:43 BRT
 

Por Mike Collett-White

LONDRES (Reuters) - Existe um número suficiente de compradores super-ricos, "à prova de recessão," para empurrar os preços das melhores obras de arte para níveis ainda mais altos, mas o quadro não é igualmente animador nos setores menos caros do mercado, prevêem especialistas.

E, num mundo em que percepção é tudo, os valores pagos por trabalhos até mesmo dos artistas mais bem cotados do mundo podem cair vertiginosamente se a confiança sofrer um baque.

As duas maiores casas de leilões do mundo, Christie's e Sotheby's, acabam de encerrar uma série de leilões em Londres que renderam mais de 1 bilhão de dólares, mostrando a capacidade de recuperação e resistência da parte mais nobre do mercado, apesar do clima de pessimismo econômico crescente.

A Christie's levantou 552 milhões de dólares em seus leilões de arte impressionista, moderna, do pós-guerra e contemporânea realizados em Londres no verão britânico, enquanto a Sotheby's obteve 449 milhões, faltando apenas um leilão relativamente pequeno de arte contemporânea.

Anders Patterson, fundador da ArtTactic, que monitora a confiança no mercado de arte, comentou: "Na parte superior do mercado, vemos uma combinação de riqueza extrema e falta de investimentos alternativos para esses compradores."

"As casas de leilão estão recorrendo a compradores praticamente imunes à recessão, incluindo indivíduos ricos do Oriente Médio, Rússia e Índia."

Mas a queda nos preços das ações, as pressões inflacionárias e a alta do preço do petróleo parecem estar se fazendo sentir na faixa mediana do mercado.

Ben Crawford, executivo chefe de marketing da MutualArt.com, um serviço online de informação sobre o mercado de arte, diz que o valor das melhores obras de arte continua a subir e discorda da teoria de que os preços podem estar prestes a cair.   Continuação...