Mickey Rourke volta à tela grande em papel "ícone" de lutador

sexta-feira, 5 de setembro de 2008 18:03 BRT
 

Por Mike Collett-White

VENEZA (Reuters) - Mickey Rourke marcou sua volta por cima com uma performance elogiada pela crítica como lutador solitário e exaurido cuja vida ecoa dolorosamente a do próprio ator, visto em Hollywood como outsider.

"The Wrestler", dirigido por Darren Aronofsky, é o último dos 21 filmes da competição principal a fazer sua estréia no Festival de Cinema de Veneza este ano.

Apesar de ter chegado tarde, a história comovente do isolamento pessoal de um homem e seu declínio profissional foi imediatamente apontada como favorita ao Leão de Ouro, o prêmio de melhor filme do festival, e para um prêmio de melhor ator para Rourke.

Este, que passou boa parte dos últimos 50 anos no isolamento profissional, devido a sua fama de ser explosivo e de trato difícil no set, descreveu sua atuação física e emocionalmente desafiadora em "The Wrestler" como sua melhor até hoje.

"Há 15 ou 20 anos as pessoas me perguntam: 'Qual é seu favorito entre os filmes que você já fez, qual foi seu melhor trabalho?"', disse Rourke à Reuters em entrevista em Veneza.

"E eu dizia: 'Ainda não fiz meu melhor trabalho'. Mas agora posso dizer honestamente que este é o melhor filme que já fiz", disse o ator, cujas biografias online dizem que ele tem 51 anos.

"Três dos filmes mais difíceis que já fiz -- '9 e Meia Semanas de Amor', 'Coração Satânico' e 'O ano do dragão' --, juntos, não foram tão difíceis quanto este."

Rourke fez treinamento intensivo numa academia de Miami para ganhar a musculatura necessária para o papel. E trabalhou com lutadores profissionais de luta-livre para fazer as cenas no ringue -- tarefa complicada pelo fato de ele ser um boxeador treinado.