Irmãos Coen podem levar Academia a romper tradição do Oscar

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008 12:12 BRT
 

Por Steve Gorman

LOS ANGELES (Reuters) - Fiéis a fama de inconformistas de Hollywood, os irmãos Joel e Ethan Coen estão contrariando 80 anos de tradição do Oscar por sua rara indicação conjunta pela direção de "Onde os Fracos Não Têm Vez."

Depois de terem sido premiados pelas principais categorias de profissionais de Hollywood, incluindo o Sindicato dos Diretores, os irmãos Coen são francos favoritos para levar, no domingo, o prêmio da Academia de melhor direção.

Se isso acontecer, eles serão apenas o segundo par de cineastas a dividir um Oscar de direção, depois de Robert Wise e Jerome Robbins em 1961, pelo musical "Amor, Sublime Amor."

Como produtores, em conjunto em Scott Rudin, os irmãos Coen também estão entre os mais cotados para levar o Oscar de melhor filme.

Com elementos dos gêneros thriller e western, "Onde os Fracos Não Têm Vez" é uma história de medo, desespero e decadência moral, com uma trama feita de uma perseguição violenta e implacável.

Um dos trabalhos mais sombrios dos irmãos Coen, o longa é também o maior sucesso comercial da carreira deles, tendo rendido até agora mais de 92 milhões de dólares em todo o mundo.

Joel, de 53 anos, e Ethan, de 50, receberam seu primeiro Oscar há 11 anos, quando levaram para casa a estatueta de melhor roteiro original pelo inovador drama criminal "Fargo".

"Fargo" também deu o Oscar de melhor atriz à mulher de Joel Coen, Frances McDormand, pelo papel da grávida delegada de polícia de uma pequena cidade que topa por acaso com um caso de homicídios múltiplos. Ela e Joel Coen se conheceram quando trabalharam no primeiro longa-metragem dos irmãos, "Gosto de Sangue", de 1984, e se casaram dez anos depois.

Os paralelos entre "Fargo" e "Onde os Fracos Não Têm Vez" são marcantes.

"Onde os Fracos Não Têm Vez" concorre a oito Oscars ao todo. Além de melhor filme e melhor direção, os irmãos Coen foram indicados pelo roteiro, adaptado do romance "No Country for Old Men", de Cormac McCarthy, e o espanhol Javier Bardem foi indicado ao troféu de melhor ator coadjuvante.