Marido da rainha enviava cartas "cruéis" a Diana, di inquérito

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 14:51 BRST
 

Por Michael Holden

LONDRES (Reuters) - O marido da rainha britânica Elizabeth, acusado de estar por trás de uma conspiração para assassinar Diana, enviava cartas "cruéis" e "depreciativas" à princesa, disse na quinta-feira uma confidente de Diana no inquérito que apura as causas da morte dela.

Segundo a confidente, Simone Simmons, Diana também recebeu ameaças ligadas a sua campanha contra as minas terrestres e previu que seria morta pelos serviços de segurança britânicos.

"Ela tinha muito medo de que alguém a eliminasse," disse a terapeuta, que conheceu a princesa em 1993. Simmons disse no inquérito que Diana a procurava até cinco vezes por semana e que uma vez passou dez horas ao telefone com ela.

O inquérito oficial visa descobrir se existe alguma circunstância sinistra cercando as mortes de Diana e seu namorado Dodi al Fayed em Paris, em 1997, num acidente automobilístico.

O pai de Dodi, Mohamed al Fayed, alega que o casal foi assassinado por espiões britânicos a mando do príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth e ex-sogro de Diana.

Simmons, que disse ser especializada em "cura energética" usando suas mãos para "corrigir desequilíbrios no campo energético" de seus pacientes, disse à corte que Diana lhe mostrou duas cartas "desagradáveis" recebidas de Philip.

Em audiências anteriores foram exibidas cartas datadas de 1992 de Philip a Diana que sugerem uma relação calorosa entre eles, tanto que a princesa o chama de "querido pai."

Mas, segundo a terapeuta, as duas cartas datadas de 1994 e 1995 tinham um tom muito diferente.   Continuação...