Crise norte-americana poupa os ricos de Beverly Hills

quarta-feira, 19 de março de 2008 22:15 BRT
 

Por Sue Zeidler

LOS ANGELES (Reuters) - A vida anda dura em Beverly Hills, embora a situação para os muito ricos não seja nem de longe tão preocupante quanto a do norte-americano médio.

Veja o caso de Tim O'Hara, gerente da concessionária Rolls-Royce que leva seu nome e atende astros do rock, atores e executivos de Hollywood, muitos dos quais são moradores de Beverly Hills, um endinheirado subúrbio de Los Angeles.

"Alguns clientes compravam um Rolls-Royce e uma Bentley a cada 12 meses, mas agora reduziram para a compra de dois carros num período de 18 meses", disse ele.

Carros como Rolls, Aston Martins, Bentleys e Lamborghinis custam entre 100 mil e 1 milhão de dólares e ainda encontram compradores por aqui. Para pessoas com patrimônio superior a 10 milhões de dólares, os efeitos da crise econômica são bem mais sutis do que a perda de casas, empregos e aposentadorias.

Gary Gold, vice-presidente-executivo da imobiliária de luxo Hilton & Hyland, de Los Angeles, conta que as casas mais caras (de 3 a 10 milhões de dólares) agora passam um pouco mais de tempo à venda, mas nada que se compare à situação da Flórida ou Las Vegas, onde o tempo médio de espera por um negócio é de dois a três anos.

Mas a Hilton & Hyland vive desde o ano passado uma fase recorde de vendas para imóveis avaliados acima de 10 milhões de dólares.

"A riqueza de algumas pessoas está evaporando, mas no super-topo não parece ter tido um grande impacto," disse Gold, citando também o enorme afluxo de dinheiro estrangeiro no mercado imobiliário de Los Angeles.

Os negócios continuam bons também para Hamish MacDonald, executivo-chefe da Customized Fitness Systems, que constrói academias de ginástica de 100 mil dólares na casa das celebridades.   Continuação...