Primeira-dama da França lança álbum sobre amantes e drogas

quarta-feira, 11 de junho de 2008 10:54 BRT
 

PARIS (Reuters) - Carla Bruni-Sarkozy fala sobre ter 30 amantes e sobre drogas pesadas no seu novo disco -- sobre o qual ela nega que tenha buscado inspiração no seu trepidante relacionamento com o presidente da França, Nicolas Sarkozy.

O influente jornal Le Figaro disse que as melodias límpidas e as letras incisivas do disco "Comme si de Rien N'Etait" ("como se não fosse nada") deixam para trás o "folk" simplório que marcou os dois trabalhos anteriores de Bruni, casada desde 2007 com Sarkozy. É o primeiro disco que a ex-modelo lança desde que se tornou primeira-dama.

O crítico Bertrand Dicale disse no Figaro que o álbum, a ser lançado em 21 de julho, mostra um amadurecimento de Bruni como cantora, voltando-se para estilos mais marcadamente franceses e para a descontração dos anos 1960.

"Sou criança apesar dos meus 40 anos e 30 amantes", canta ela em "Une Enfant" ("Uma criança"), faixa que Dicale disse ser uma das melhores do álbum.

Em outra, intitulada "Tu Es Ma Came", ela canta: "Você é minha droga, mais mortal que a heroína afegã, mas perigosa que a branca [cocaína] colombiana."

Bruni sempre diz que escreveu essas músicas antes de conhecer Sarkozy, e que ninguém deve buscar nas letras qualquer pista sobre o romance.

Sarkozy, 53 anos e então recém-divorciado, começou a namorar Bruni, de 40 anos, em novembro. O relacionamento foi divulgado em dezembro, e o casamento ocorreu em 2 de fevereiro.

A enorme exposição da vida privada de Sarkozy foi um dos principais fatores que levaram à queda em sua popularidade nos primeiros meses deste ano, e desde então ele tenta ser mais discreto -- embora o interesse sobre o casal permaneça elevado. Dificilmente passa uma semana sem que a imprensa publique novas fotos íntimas do casal no Palácio do Eliseu.

A primeira-dama agora se assina como "Bruni-Sarkozy", mas na capa do disco ela aparece apenas como Carla Bruni.   Continuação...

 
<p>A primeira-dama francesa, Carla Bruni, em foto de arquivo     REUTERS. Photo by Kieran Doherty</p>