31 de Março de 2008 / às 14:11 / 9 anos atrás

ENTREVISTA-Morgan Freeman faz ativismo social e volta à Broadway

<p>O ator norte-americano, Morgan Freeman, em imagem de arquivo. Freeman &eacute; o fundador de uma organiza&ccedil;&atilde;o sem fins lucrativos para ajudar pessoas afetadas por desastres naturais. Photo by Anthony Harvey</p>

Por Emily Chasan

NOVA YORK (Reuters) - Conhecido por filmes como “Um Sonho de Liberdade” e “Menina de Ouro”, Morgan Freeman pode não ser a primeira pessoa que vem à mente quando se fala em celebridades que são também ativistas sociais.

Mas o ator premiado com o Oscar fundou uma organização sem fins lucrativos para ajudar pessoas afetadas por desastres naturais. Ele também integra o conselho de direção da Earth Biofuels, uma empresa texana de energia renovável e biodiesel.

Freeman conversou com a Reuters sobre seu ativismo e seu retorno à Broadway, no próximo mês, para atuar em “The Country Girl”.

PERGUNTA: O que o motiva a falar e atuar sobre questões de política social, ajudar pessoas afetadas por desastres naturais e promover a energia renovável?

RESPOSTA: Não sei até que ponto tenho falado sobre tudo isso, mas tento ser ativo. Falar é fácil, mas seria bom, mesmo assim, começarmos a falar sobre o que é necessário para nossa sobrevivência e sobre a crise energética, cujas soluções estão ficando cada vez menos caras.

P: Por que?

R: Eu viajo muito, e há lugares no mundo, incluindo os Estados Unidos, em que estamos envenenando o ar simplesmente com nosso progresso. O preço do progresso, neste momento, é nós nos envenenarmos.

É o seguinte: o progresso faz parte da condição humana. Vamos continuar a inovar, a crescer, a aprender. Mas se não frearmos a corrida para o lucro e começarmos a pensar na corrida para a salvação, vamos mergulhar em m.... profunda.

P: Com Barack Obama candidato à Presidência, muitas pessoas andam falando sobre a mudança na conversa racial neste país. O que o sr. pensa disso?

R: Acho que precisamos parar. Precisamos começar a olhar para nós mesmos da maneira que Barack prega. Precisamos parar de nos enxergar como democratas ou republicanos, negros ou brancos, latinos ou asiáticos. Se não somos americanos, então quem diabos somos? Precisamos nos apressar para resolver essa parte de nosso discurso, para que possamos passar adiante. Há tantas outras coisas das quais precisamos tratar, como o meio ambiente.

P: Seu interesse por questões sociais afeta o tipo de papel que o sr. escolhe?

R: Não. Eu apenas leio o roteiro, e se gosto, se o personagem é interessante, eu faço.

P: A gente vê nos noticiários muitos astros jovens que se metem em problemas. Como Hollywood mudou em relação à época em que o sr. estava começando a trabalhar lá?

R: Hollywood mudou muito, mas os jovens sempre se meteram em problemas. Isso não é novidade nenhuma. A novidade é que agora temos todos esses programas de notícias que precisam de assunto.

P: Qual é a coisa de maior valor que o sr. aprendeu em sua carreira?

R: Sempre olho para o exemplo dos atores mais velhos, os caras que eu idolatrava quando era criança e ator jovem. Esses atores sempre tinham algo a dizer, e um deles -- não vou lhe dizer quem foi -- falou: “Não leve a vida muito a sério, senão você não sairá vivo dela”.

P: No próximo mês, o sr. vai retornar à Broadway num revival da peça “The Country Girl”, de Clifford Odets. Está animado para voltar aos palcos?

P: É claro que estou. É um trabalho novo, novos atores com quem brincar, é minha volta ao teatro depois de 18 anos.

P: O sr. sentiu falta do palco?

R: Não. Trabalhei no teatro durante 20 anos, tentando chegar ao cinema, e estou no cinema agora há uns 20 anos. Então sei que vou poder voltar.

O teatro requer o desenvolvimento de uma instrumentação diferente, mas não estou preocupado com isso. Tenho bastante certeza de que tenho esse instrumento.

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