Diana e Dodi foram alvos de uma conspiração, diz testemunha

quinta-feira, 29 de novembro de 2007 16:21 BRST
 

Por Paul Majendie

LONDRES (Reuters) - Mohamed al Fayed estava convencido de que a princesa Diana e seu filho Dodi foram vítimas de uma conspiração de assassinato, desde o momento em que soube que eles tinham morrido num acidente automobilístico em Paris. A declaração foi feita na quinta-feira, no inquérito que apura as causas da morte deles.

O proprietário da loja de luxo Harrods alega que o casal foi morto pelos serviços de segurança britânicos a mando do príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth e ex-sogro de Diana.

Al Fayed diz que Diana estava grávida de Dodi e que o casal planejava se casar. Ele afirma que a família real não suportava a idéia de ver Diana se casando com um muçulmano.

A teoria conspiratória ganhou apoio no tribunal, na quinta-feira, com o depoimento no inquérito na Alta Corte de Londres de Franz Klein, presidente do Hotel Ritz, de Paris, onde Dodi e Diana passaram suas últimas horas de vida em 1997.

Klein, que se encontrava de férias no sul da França no momento da morte do casal, deu pelo telefone a notícia da morte de Dodi a Mohamed al Fayed, cuja reação imediata foi dizer a Klein: "Eu sei mais do que você sabe, ou pensa que sabe."

"Muito calmo, o sr. Fayed me disse: 'Isso não é um acidente. É uma conspiração ou um assassinato planejado"', disse Klein ao tribunal.

Klein também falou que Dodi lhe tinha dito que ele e Diana iam ficar noivos e iam viver na Villa Windsor, a mansão onde Edward 8o e a divorciada Wallis Simpson viveram após a abdicação do monarca. Mohamed al Fayed tinha comprado o imóvel em Paris.

"Ele não mencionou a princesa por seu nome pelo telefone, mas me disse que ia fixar residência em Paris. Ele me disse que ia se mudar para a Villa Windsor com sua namorada e também, falando sempre em inglês, que eles iam se casar," disse Klein.   Continuação...