21 de Dezembro de 2007 / às 13:43 / em 10 anos

Pianista faz maratona com todas as sonatas de Beethoven

<p>Paik Kun-woo levou cerca de tr&ecirc;s anos para gravar todas as 32 sonatas para piano de Ludwig van Beethoven, mas acha que talvez seja o &uacute;nico pianista que j&aacute; tocou todas em p&uacute;blico numa maratona de uma semana. Photo by Reuters (Handout)</p>

Por Jonathan Thatcher

SEUL (Reuters) - Paik Kun-woo levou cerca de três anos para gravar todas as 32 sonatas para piano de Ludwig van Beethoven, mas acha que talvez seja o único pianista que já tocou todas em público numa maratona de uma semana.

“Tenho vontade de fazer isso sempre”, disse à Reuters o pianista após o concerto final, que, como os sete anteriores, lotou o teatro e levou o público a pedir vários bis.

É a segunda vez em dois meses que Paik completa o conjunto de todas as sonatas. A primeira vez foi na China, onde ele foi convidado para repetir a performance.

“Fiz isso para ter a experiência completa”, disse Paik, que nasceu na Coréia do Sul, passou boa parte da vida no exterior e reside em Paris há 20 anos.

Aos 61 anos e aparência jovem, ele pareceu cansado após um concerto em que tocou algumas das últimas sonatas de Beethoven, incluindo a “Hammerklavier”, que têm a fama de exigir muito, fisicamente, do pianista. Mas Paik negou que estivesse exaurido.

“Não estou exausto. É uma espécie de transição estranha. Você está naquele universo, numa esfera musical, e então desce para a realidade novamente. É preciso se readaptar.”

Ele contou que foi apenas depois de ser chamado ao palco novamente três vezes pelos aplausos do público que seus músculos reagiram com normalidade, permitindo que sorrisse para as pessoas que o aplaudiam.

Quando tocou no Centro de Artes Seul, com 2.500 lugares, a sala ficou lotada todas as noites. Depois de cada concerto formavam-se longas filas de fãs segurando CDs e programas para Paik autografar.

Paik tocou seu primeiro concerto em público aos 10 anos. Mais tarde, estudou na Juilliard School, em Nova York, e também na Grã-Bretanha e Itália. Um de seus mestres foi o falecido Wilhelm Kempf, célebre intérprete de Beethoven.

Paik citou Kempf como tendo dito que, de todos os compositores, era apenas Beethoven que ele iria querer passar a vida tocando.

“Beethoven compreendia a psicologia do homem. Ele expressou o sofrimento de tantas pessoas”, disse o pianista.

Paik disse que a música de Beethoven se casa bem com o senso de espaço que marca a arte asiática. “O uso que ele faz do silêncio é algo notável.”

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