Museu dos EUA quer ensinar finanças

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008 20:06 BRST
 

Por Kenneth Barry

NOVA YORK (Reuters) - Alguns dos principais executivos dos Estados Unidos poderiam ter mantido seus empregos se conhecessem algo da história financeira de seu país. Pois deveriam frequentar o Museu das Finanças Americanas, que reabre nesta semana, após ser transferido para o coração do distrito financeiro, no sul de Manhattan, a um custo de 9 milhões de dólares.

O museu, no número 48 da Wall Street, vai exibir barras de ouro e tesouros numismáticos e terá exibições interativas sobre empreendedorismo, entre outras atrações.

Ocupando cerca de 2.800 metros quadrados num prédio histórico, o museu também servirá, na prática, como uma galeria para visitantes da Bolsa de Nova York, segundo Lee Kjelleren, seu diretor.

O aumento da segurança desde o 11 de Setembro faz com que o Grande Pregão não seja acessível ao público, mas a poucos metros dali, no museu, os visitantes poderão acompanhar a atividade da maior Bolsa do mundo em telões.

Porém, o curador Richard Sylla, professor da Universidade de Nova York, diz que os grandes "crashes" da Bolsa também serão contemplados, junto com outras turbulências da história dos EUA.

Segundo ele, qualquer banqueiro de investimentos passará por pelo menos duas ou três crises financeiras em sua carreira -- como a atual crise do crédito imobiliário nos EUA, que já derrubou executivos de empresas como Merrill e Citigroup.

"A Goldman Sachs fez muito dinheiro porque usou a cabeça para antecipar a crise. O Citibank, o Merrill Lynch e alguns outros não foram tão felizes."

Mas nem tudo no museu são cifras. Estarão em exibição moedas resgatadas de galeões espanhóis, um lingote de ouro com quase 30 quilos, mensagens telegráficas com as cotações do "Grande Crash" da Bolsa em 1929 e um título do Tesouro que pela primeira vez usa o símbolo do dólar.

E sabe quem está na nota de 10 mil dólares? Salmon Chase, que foi secretário do Tesouro de Lincoln. Mas o museu pretende no futuro exibir uma nota de 100 mil dólares, com a efígie do presidente Woodrow Wilson.

O museu será aberto ao público na sexta-feira. O ingresso custa 8 dólares para adultos e 5 dólares para crianças e idosos.