"Mad Men" e "John Adams" sagram-se grandes vencedores do Emmy

segunda-feira, 22 de setembro de 2008 11:41 BRT
 

Por Steve Gorman

LOS ANGELES (Reuters) - Duas séries de época separadas por 200 anos de história americana, "Mad Men" e "John Adams", entraram para o livro de recordes do Emmy no domingo, quando a cerimônia de apresentação da maior premiação da televisão dos EUA foi marcada por insinuações políticas.

"Mad Men", a aclamada nova série da AMC que tem como cenário a cena publicitária de Nova York no auge da revolução social dos anos 1960, tornou-se o primeiro programa de um canal a cabo que não a HBO a vencer o Emmy de melhor série dramática.

Já a série em sete capítulos "John Adams", produção da HBO sobre o segundo presidente americano, encerrou a noite com 13 Emmys, a maior premiação para uma minissérie, ultrapassando o recorde anterior de 11 estatuetas de "Angels in America", produção de 2004 da HBO adaptada da peça homônima vencedora do prêmio Pulitzer.

Os eleitores do Emmy também repetiram a história coroando uma paródia da própria indústria da tevê, a série "30 Rock", eleita melhor comédia pelo segundo ano consecutivo, enquanto outra sátira da NBC, "The Office", foi esnobada pelo terceiro ano seguido.

A diferença este ano foi que "30 Rock" também deu prêmios às suas duas estrelas, Tina Fey e Alec Baldwin.

Fey foi eleita melhor atriz de comédia como a perturbada chefe de redação de um programa de variedades, um papel vagamente baseado em sua experiência no programa "Saturday Night Live". Baldwin venceu o prêmio de melhor ator de comédia como seu chefe egoísta e inescrupuloso.

Criadora e produtora da comédia, Fey também conquistou o melhor roteiro de uma série cômica.

Nas séries dramáticas a atriz Glenn Close, cinco vezes indicada ao Oscar, foi eleita melhor atriz, como aliás já era esperado, por encarnar uma impiedosa advogada na nova série de tribunal da FX "Damages".   Continuação...