Quincy Jones lembra momentos memoráveis de sua carreira

sexta-feira, 14 de março de 2008 13:30 BRT
 

Por Chuck Crisafulli

LOS ANGELES (Hollywood Reporter) - Muitas celebridades são conhecidas por um único nome, mas Quincy Jones talvez seja a única a ser imediatamente reconhecível por uma única letra.

"Q", como o conhecem seus colegas, amigos e fãs, já ganhou 27 prêmios Grammys -- um número superado apenas pelo falecido regente clássico sir Georg Solti, que recebeu 31.

Jones também recebeu oito indicações ao Oscar, foi homenageado pelo Kennedy Center e agraciado com a Legião de Honra, a mais alta condecoração francesa.

Em seu trabalho como compositor para o cinema e a televisão e produtor de discos, Jones criou momentos musicais que vão desde arranjos de brilho sutil até ganchos pop instantaneamente reconhecíveis.

Seguem suas reflexões sobre alguns sons memoráveis de sua carreira estelar.

"SOUL BOSSA NOVA" (DO ÁLBUM DE 1962 "BIG BAND BOSSA NOVA")

"Fiquei fascinado com a bossa nova quando fui ao Brasil, em 1956, e conheci João Gilberto, Astrud Gilberto e Antonio Carlos Jobim. Em 1962, fiz um álbum inteiro de bossa nova, e foi para esse disco que compus "Soul Bossa Nova". Foi um dos primeiros trabalhos de Lalo Schifrin num disco -- ele tocou piano. A bossa nova vai e vem. E então, 40 anos mais tarde, chega Mike Myers e faz aquela faixa da canção tema de "Austin Powers". Então Ludacris faz um sucesso com a bossa nova. Isso é forte. Você não sabe o que vai acontecer, mas deixa rolar. Está fora de suas mãos. Você só deixa a música seguir adiante."

"NO CALOR DA NOITE", 1967   Continuação...