"Edição Negra" da Vogue italiana foi instigada por Obama

quarta-feira, 23 de julho de 2008 12:33 BRT
 

Por Jo Winterbottom

MILÃO (Reuters) - A editora da Vogue italiana, Franca Sozzani, disse que a idéia de lançar em julho a primeira "Edição Negra" da revista de moda veio em parte por causa do avanço de Barack Obama como candidato presidencial democrata nos Estados Unidos.

A outra parte foi devido ao fato de ela não ficar impressionada com a safra atual de modelos, todas parecidas e com pouca personalidade.

"Os EUA estão preparados para ter um presidente negro. Então por que nós não estamos preparados para modelos negras?" disse Sozzani em entrevista à Reuters.

"Eu estava nos EUA na 'super terça'. É claro que isso me influenciou, de certo modo -- passou a fazer parte de minha idéia geral."

A inspiração se converteu numa edição que traz mais de 20 modelos negras, desde Naomi Campbell até relativas novatas, como a britânica Jourdan Nunn, que é o destaque da capa.

Sozzani, que está na Vogue italiana há 20 anos, disse que o que a atraiu também foi a personalidade forte das modelos negras.

"Não gosto realmente de nenhuma das garotas que desfilam hoje. São todas belíssimas, têm pernas longas e olhos lindos, mas são todas parecidas", disse ela.

"Nenhuma delas me impressionou. A única que me impressionou foi Liya Kebede. Ela é tão elegante, tão chique", disse a editora, falando da modelo etíope que é também embaixadora da boa vontade da Organização Mundial da Saúde.   Continuação...

 
<p>Franca Sozzani, diretora da Vogue Italiana, fala durante entrevista &agrave; Reuters em Roma, no dia 6 de julho. Photo by Max Rossi</p>