Novatos alimentam boom no mercado de roteiros em Hollywood

terça-feira, 1 de abril de 2008 13:33 BRT
 

Por Steven Zeitchik e Borys Kit

LOS ANGELES (Hollywood Reporter) - Passados dois meses do fim da greve dos roteiristas de Hollywood, está emergindo finalmente um muito aguardado pequeno boom nas vendas de roteiros de filmes escritos por encomenda.

Mas, em lugar do aumento esperado de contratos com roteiristas premiados com o Oscar, como Stephen Gaghan e Steven Zaillan, o boom está sendo movido por roteiristas praticamente novatos.

É o caso de Michael Martin, funcionário de pedágio no Brooklyn, ou de um vendedor de seguros que vive com seus pais na Pensilvânia, ou, ainda, de um cineasta independente desconhecido do Estado da Geórgia, que apenas recentemente se mudou para Los Angeles.

Contratos por cifras de seis ou mesmo sete algarismos com roteiristas novatos vêm surgindo com regularidade nas últimas semanas. Quase diariamente aparecem nomes que levam executivos e agentes rivais a coçar suas cabeças e perguntar "quem ...?".

A razão disso é que os colegas mais experientes desses novos roteiristas estão muito ocupados. Enquanto muitos talentos de primeira linha voltaram a trabalhar com projetos previamente existentes, roteiristas aspirantes como Martin ("Brooklyn's Finest"), o vendedor de seguros Brad Ingelsby ("The Low Dweller") e Lars Jacobson, da Geórgia ("C.O.D.") passaram de desconhecidos a nomes pronunciados com frequência nas colinas de Hollywood.

"As pessoas estavam aguardando material de roteiristas conhecidos, mas os textos não apareceram, e isso permitiu que roteiristas novos vendessem suas propostas", explicou Erik Feig, chefe de produção do estúdio independente Summit Entertainment. "Não sei se esse tipo de material teria conseguido atenção nas agências ou no sistema dos estúdios em qualquer outro momento."

Executivos do mercado de desenvolvimento de filmes dizem prever que esse movimento continue por pelo menos mais algumas semanas.

"Uma compra tende a dar origem a outra", explicou um agente. "Quando um estúdio perde um roteiro, então é hora de apostar num nome novo, porque você sabe que a demanda existe."