Como no filme, Casablanca tem um Rick's Café na vida real

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008 12:41 BRT
 

Por Toni Reinhold

CASABLANCA (Reuters) - O ano é 1942. O mundo está em guerra, e Hollywood faz sua parte para ajudar os Aliados, criando filmes como "Casablanca", no qual Humphrey Bogart e Ingrid Bergman imortalizaram uma canção, um romance e um bar.

Estamos em 2008. Um príncipe está sentado diante de uma mesa do Rick's Café, envolto em sombras e luz amarelada. Um ex-oficial militar comemora seu aniversário com uma dezena de convidados. A música de um piano chega às varandas, e não falta champanhe gelada.

Mas não imagine que Bogart vá descer as escadas, ou que Bergman vá pedir ao pianista que toque "As Time Goes By".

"Achei que Casablanca estava perdendo por não ter um Rick's", diz Kathy Kriger, 61 anos, ex-diplomata americana que capturou o ambiente do "Rick's Cafe Americain" do filme e converteu uma mansão dos anos 1930 à beira-mar em marco de Casablanca.

"Mas 95 por cento das pessoas no Marrocos nunca assistiram ou ouviram falar no filme", disse ela.

Dois taxistas indagados não tinham ouvido falar do Rick's Cafe e não entenderam sua relação com o filme. Todos os dias, porém, do meio-dia até a hora de fechamento, o bar é frequentado por clientes tão internacionais quanto o elenco do filme "Casablanca".

Numa noite de domingo, quando o bar apresenta jazz ao vivo, havia marroquinos, turistas americanos, europeus, asiáticos e pessoas locais e internacionais portando laptops e pastas de trabalho.

"Como no filme, o restaurante em si está se tornando secundário. O que acontece em seu interior é o que realmente interessa a todo mundo", disse Kriger, que -- como fazia Rick no filme -- vive no andar superior da casa e fiscaliza tudo pessoalmente.   Continuação...