May 15, 2008 / 5:04 PM / 9 years ago

Museu islandês exibe coleção de pênis, dos maiores aos menores

4 Min, DE LEITURA

Por Bob Strong

HUSAVIK, Islândia (Reuters) - Falta a Sigurdur Hjartarson um pênis humano. Mas o islandês não parece preocupado com isso: quatro homens prometeram doar-lhe seus órgãos genitais quando morrerem.

Hjartarson é o fundador e proprietário do Museu Falológico Islandês, que oferece aos visitantes do mundo todo uma visão mais detida a respeito do que há de grande e de pequeno em termos do órgão sexual masculino.

A coleção dele começou a ser formada em 1974, com um único pênis de boi que se parece com um chicote de equitação -- hoje, o islandês reúne 261 órgãos preservados de 90 espécies diferentes.

O maior deles, de uma baleia cachalote, pesa 70 quilos e possui 1,7 metro de comprimento. O menor, o osso peniano de um hamster, com apenas 2 milímetros de comprimento, precisa de uma lente de aumento para ser visto.

Uma ausência que salta aos olhos é a espécie humana. Mas isso deve ser sanado em breve, já que um alemão, um norte-americano, um islandês e um britânico prometeram doar seus órgãos genitais quando morrerem, segundo certificados exibidos pelo museu.

O norte-americano, Stan Underwood, 52, forneceu uma descrição por escrito de seu pênis -- apelidado de "Elmo" -- para ficar exposta ao lado de uma reprodução em tamanho natural, em borracha, do membro, além da promessa de doação.

Segundo Hjartarson, o doador islandês, um morador de 93 anos de idade de Akureyri (cidade próxima de Husavik, onde fica o museu), foi um conquistador na juventude e está convencido de que a exposição de seu pênis lhe trará fama eterna.

Mas a vaidade pode fazer com que repense a oferta. "Ele afirmou recentemente que seu pênis vem encolhendo com a idade e ele está preocupado com a possibilidade de não fazer uma boa figura no museu", afirmou Hjartarson.

A exibição, inaugurada em Reykjavik em 1997, hoje fica no vilarejo de Husavik, 480 quilômetros a nordeste da capital islandesa.

Aberta aos visitantes de maio a setembro, a coleção fica em um prédio marrom cuja entrada pode ser identificada por um falo enorme colocado perto da porta e o símbolo no formato de um pênis logo acima.

Um crescente número de pessoas vindas de várias partes do mundo comparece ao local a cada ano, e 60 por cento delas são mulheres.

"Tivemos 6.000 visitantes no verão passado e, no final, acabamos tendo lucro", disse Hjartarson.

Os pênis, doados em sua maioria por pescadores, caçadores e biólogos, ficam dentro de jarros de vidro preenchidos com formol. Ou ficam dependurados nas paredes após passarem por um processo de ressecamento, criando uma atmosfera que lembra a de um laboratório misturado com uma sala de troféus.

Hjartarson afirma que começou a colecionar os pênis 24 anos atrás, quando trabalhava como administrador de uma escola, nem de longe imaginando que um dia seria dono de um museu dedicado ao assunto.

"Aquilo era apenas um hobby", disse, acrescentando que a coleção ficou relegada ao escritório dele até a criação do museu.

Hjartarson adota uma postura algo jocosa a respeito de sua coleção algo delicada, afirmando que um pouco de senso de humor e de inteligência são necessários para apreciar os itens à mostra.

"Espero que os visitantes saiam do museu com uma disposição de ânimo melhor do que quando chegaram", disse.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below