Paparazzi atraíram carro de Diana para o túnel, diz testemunha

quinta-feira, 25 de outubro de 2007 14:59 BRST
 

Por Michael Holden

LONDRES (Reuters) - Uma testemunha descreveu ao júri que investiga a morte da princesa Diana, na quinta-feira, sua teoria da conspiração de que os paparazzi atraíram o carro dela para o túnel de Paris onde aconteceu a batida que a matou. A intenção dos fotógrafos era bater fotos de Diana com seu namorado, Dodi al-Fayed.

O inquérito judicial, que se realiza em Londres, também ouviu de outras testemunhas presentes ao local da batida que fotógrafos que cercavam o carro destruído gritaram "Ela está viva".

Diana, 36, o namorado Al Fayed, 42, e o motorista Henri Paul morreram na madrugada de 31 de agosto de 1997, depois de o carro em que estavam bater contra um pilar do túnel. Eles saíam do hotel Ritz e eram perseguidos por fotógrafos.

O pai de Dodi, Mohamed al-Fayed, afirma que as mortes foram resultado de uma trama de agentes secretos britânicos a mando do marido da rainha Elizabeth, o príncipe Philip, porque Diana estava grávida e o casal estava prestes a anunciar o noivado.

Investigações conduzidas pela polícia britânica e francesa concluíram que as mortes foram provocadas por um acidente, causado pelo excesso de velocidade e pelo fato de o motorista estar embriagado. Pela lei britânica, o inquérito judicial é realizado sempre que alguém morre de causas não naturais.

Jacques Morel, que está escrevendo um livro sobre sua teoria da conspiração, disse aos jurados que havia um plano dos fotógrafos para parar o carro de Diana dentro do túnel, de modo que eles conseguissem uma história exclusiva. Morel afirmou ao tribunal, por videoconferência desde Paris, que viu fotógrafos esperando o Mercedes na entrada do túnel antes da batida, e que o mentor da trama era o fotógrafo francês James Andanson.

Ele afirmou que sua teoria também se baseia num "arquivo explosivo" a que ele teve acesso, mas que não apresentou ao júri. Segundo ele, o objetivo do plano era conseguir um furo.

Para Richard Horwell, advogado da polícia, Morel quer é vender o máximo de livros possível. "Imagino, sr. Morel, que o senhor não tem nenhum interesse na verdade", disse ele à testemunha.   Continuação...